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    A Morte de Artemio Cruz (Clássicos Modernos #42) -

    Carlos Fuentes

    Abril
    1975
    258 páginas
    8h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.9
    89 avaliações
    Leram145Lendo20Querem410Relendo2Abandonos5Resenhas10
    Favoritos1Desejados410Avaliaram89

    Artemio Cruz, o protagonista de "A Morte de Artemio Cruz", participou das campanhas da Revolução Mexicana. Depois, traiu seus ideais, acumulou riquezas e poder, e hoje confinado a uma cama de hospital, recorda os episódios essenciais de sua vida. Passado, presente e futuro, como num espelho, se atravessam e dialogam entre si. O livro é considerado um dos clássicos da literatura latino-americana.

    Edições (7)

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    Resenhas (10)Ver mais
    Amadeu Paes picture
    Amadeu Paes13/05/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Terra, Morte e Paixão.

    Artemio Cruz está morrendo e começa nos relatar como foi sua vida e nos leva ao período do final da Revolução a ele nos conta toda sua ascensão social, utilizando-se de meios antiéticos, apesar de ele achar que está fazendo um grande bem para todos os camponeses. A grande verdade desse livro é como uma pessoa muda ao longo da vida, conforme a oportunidade ou a sorte. Artemio era um tenente da revolução e tomou as terras dos grandes latifundiários com intuito de dividi-la com os camponeses, mas isso não acontece. Na verdade há uma repetição do que era antes da revolução. Outro tema bastante evidente nesta obra é a questão do amor. Como a visão da pessoa amada vai mudando conforme ela se mostra verdadeiramente (ou como o seu par vai se transformando), e neste intricado de terra, morte e paixão a obra é composta. O momento que me chama mais atenção é quando Artemio, já deputado federal, fala para um assessor: “Nós fazemos parte de uma maçonaria. A maçonaria da malandragem”. Qualquer semelhança com qualquer país latino americano não é mera coincidência. A leitura é difícil, porque ela não é de forma linear (há pelo menos 3 história sendo contadas), e elas vão se entrelaçando e a todo instante há fluxos de consciência do protagonista – gerando enormes parágrafos, às vezes de 4,5 páginas –, sugiro que a leitura seja feita de forma tranquila e devagar. A questão da terra e da morte é muito forte na cultura mexicana, como também se pode conferir na obra de outros autores mexicanos como Juan Rulfo e Octavio Paz. Gostei muito da obra e daqui alguns anos, eu pretendo lê-a de novo.

    10 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 89
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