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    Os mortos viajam rapidamente -

    Nardele F Nunes

    Literasas
    2012
    284 páginas
    9h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    5
    2 avaliações
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    Desde o aparecimento de “Drácula”, em 1897, de Bram Stoker, a literatura mundial já se apaixonara pelas lendas e misticismo da Europa do Leste, brindando-nos com uma riqueza incomensurável sobre o fantástico e sobrenatural mundo dos vampiros. Escritores clássicos debruçaram-se sobre o assunto e o resultado foram os mais diversos e primorosos trabalhos publicados desde então. Nesta coletânea, foram reunidos alguns contos antigos, o que propiciará ao leitor um encontro marcante com certas obras esquecidas e também com autores desconhecidos em sua maioria. Um exemplo vem a ser o célebre poema “Leonor” e seu autor Gottfried Augustus Burger, citando também Roger M. Thomas com a “A Dama da Noite” e o sensacional e cativante conto “O Sótão dos Vampiros”, de August W. Derleth. Sobre Bram Stoker e sua obra, muito se tem escrito e falado. Porém, poucos sabem que esse escritor irlandês, autor de mais de uma dezena de livros, sofreu a inspiração de obras anteriores sobre o assunto que ele viria a conhecer tão bem. “Carmilla”, de Sheridan Le Fanu, foi uma obra decisiva na concepção de seu príncipe-vampiro. Junta-se a ele um poema escrito no longínquo ano de 1773, um poema obscuro que viria a ser também um ponto de partida para a sua fenomenal criação. A perdida Leonor, em seu trágico destino, foi a musa inspirante também de Edgar Allan Poe em várias de suas obras e no mais famoso “O Corvo”. Bram Stoker, em suas pesquisas, enveredou-se também nos meandros da investigação policial interessando-se por certos casos bizarros que viriam a compor um esteio para sua obra maior. Deparou-se com criminosos e maníacos, deficientes mentais congênitos que manifestavam desejo incoercível de beber o sangue humano, portadores de moléstias raras na época que aguçaram o seu saber. Ele mesmo, mais tarde, viria a se tornar uma vítima fatal de uma doença semelhante a que pesquisava, a sífilis. Mas o vampiro não morreu. Criou raízes e passou a ser objeto de estudo para muitos pesquisadores que viram nele semelhança com variados distúrbios patológicos e psicossociais. O cinema explorou o assunto e, desde a primeira película, o resultado foram salas de exibição lotadas. Atores e atrizes foram consagrados e se tornaram conhecidos pelo sombrio desempenho na tela. Drácula foi sem dúvida a alavanca e a fonte de lucros de muitos estúdios na época que investiram pouco e arrecadaram milhões, contrastando com a situação deplorável com que viveu e morreu seu criador. Talvez esteja aí algo a ver com Leonor. A perdida Leonor. O livro “Em Busca de Drácula”, de Raymond T. McNally e Radu Florescu, primeiramente publicado pela Editora Livraria José Olympio e depois pela Editora Mercuryo, em 1995, foi o baluarte em que este trabalho foi centrado, servindo como fonte de pesquisas, assim como diversos outros livros citados na bibliografia, alguns sem data e já extintos, de onde foram extraídos contos que compõem esta obra, citando, é claro, o seu autor e o tradutor. As pesquisas sobre os trabalhos de Marcuse, O Capital de Karl Marx, passando pelos trabalhos de Colleridge e de Elizabeth Miller, dão-nos um parecer sobre a parte psicofisiológica do ser em questão, levando em conta a necessidade do aprimoramento existencial do indivíduo e tomando, em contrapartida, o sistema e o modo de vida inerente à época, servindo, sobremaneira como parte ilustrativa desta obra.

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