Seu quarto, seu universo. Sua vida, sua morte. A breve existência de Sofia revela muito do mundo em que vivemos. Um planeta recheado de sujeitos mentalmente virgens e alienados. O caos é a ordem de onde às crenças querem explicar vulgarmente “tudo”... para não chegarem a lugar nenhum a milênios... Ela é ateia. Não necessita de Deus. A real ajuda para essa adolescente não virá dos céus, mas de dentro dela mesma. Jovem, inteligente e problemática. Ela quer morrer... mas já se considera, morta. Suas cicatrizes são suas fiéis companheiras. Cortar-se para que o alívio acalme a sua alma inexistente... Ou... A chuva. Uma tremenda tempestade, lhe faz um bem danado... Porém, o seu histórico é pesado... – o passado a persegue.... Duas em uma, ou mais de duas. Quem é essa garota? Ninguém sabe. Nem ela sabe. E quem quer saber? Ela odeia a todos, assim como odeia a si mesma. Ninguém poderá entender Sofia sem não conhecer um pouquinho do sofrimento dela... A cada segundo que passa, a garota sabe mais do que nunca: “Ninguém se importa...”, literalmente...

