Publicado de maneira independente, este é o segundo não-romance publicado, além de um poema e um conto, entre os anos de 2009 e 2010, e outras obras. A aposta da vez foi depositada em Lutas Sinceras – Desarmado, que nos traz a história de Cândido, um humilde trabalhador, que fazia o mesmo caminho, todos os dias. Até que em um deles percebe a existência de um mendigo em um dos becos pelos quais passava.
Este mesmo mendigo pediu que o chamasse de Vulto, e assim foi feito por Cândido. Em um desses dias em que tudo ocorria novamente da mesma maneira usual de sempre, Cândido foi atacado, e Vulto o ajudou, desembainhando uma espada que saia do corpo do atacado.
Foi dessa maneira que um novo mundo foi descoberto por Cândido.
Escrito de forma suave e despreocupada com rebuscamentos, a narrativa flui naturalmente. A maneira como os acontecimentos se sucedem, principalmente com a sobrinha de Cândido, Natasha, são descritos com precisão de detalhes.
“A verdadeira arma é a escolha. Não importa se eu posso cometer um erro ou machucar alguém ao escolher. Fugir da escolha, isso sim me deixaria desarmado.”
O único ponto negativo é a repetição de palavras em uma mesma oração ou parágrafo. Isso cansa durante a leitura, mas pode ser concertado optando por alguns sinônimos. Mas nada que me atrapalhasse ^^. Temos fortes indícios de mangás e animes dentro da narrativa do texto, como a utilização de palavras em japonês, além de latim e passagens e citações em inglês.
Indicado a quem goste de um bom suspense e o sobrenatural ligado à criação das espadas samurais.