Seldon reitera sua convicção, já revelada em "Capitalism", da superioridade do processo de decisões individuais do mercado sobre o processo político de decisões coletivas, mas agora com ênfase sobre a aparente vocação do processo democrático para ensejar a expansão dos gastos e das decisões governamentais, em detrimento dos gastos e decisões pessoais. Alguns pontos do livro: 1- Se o governo não cortar o excesso de atividades, as pessoas tenderão a recorrer a provedores privados. 2- A "democracia" de hoje geralmente representa a tirania da maioria. Grupos organizados de pressão conseguem extrair favores do governo às custas das pessoas que não estão organizadas e não dispõem de suficiente escolaridade ou conhecimentos técnicos. As pessoas são estimuladas a trocar seus interesses de longo prazo por ganhos de curto prazo. 3- As tentativas de corrigir "imperfeições" de mercado acabam criando excesso de governo. 4- Com o crescimento excessivo do governo as pessoas vão encontrando saídas, por exemplo, para a economia informal, para o escambo (troca direta) que burla os impostos, para dinheiro eletrônico, para Internet, etc. 5- Um novo mercantilismo está surgindo, à medida que o governo, para preservar sua posição, tenta regulamentar o mercado, inclusive o trabalho. Mas o mercado, que dá o poder de saída, acabará sobrevivendo às alternativas politizadas.
O dilema da democracia - A economia política do excesso de governo
Arthur Seldon
Instituto Liberal
2005
131 páginas
4h 22m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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