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    Aristóteles em Nova Perspectiva - Introdução à Teoria dos Quatro Discursos

    Olavo de Carvalho

    Vide Editorial
    2013
    150 páginas
    5h 0m
    ISBN-13: 9788562910197
    Português Brasileiro
    4.6
    32 avaliações
    Leram54Lendo5Querem132Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos6Desejados132Avaliaram32

    Há embutida nas obras de Aristóteles uma idéia medular, que escapou à percepção de quase todos os seus leitores e comentaristas, da Antiguidade até hoje. Mesmo aqueles que a perceberam – e foram apenas dois, que eu saiba, ao longo dos milênios – limitaram-se a anotá-la de passagem, sem lhe atribuir explicitamente uma importância decisiva para a compreensão da filosofia de Aristóteles. No entanto, ela é a chave mesma dessa compreensão, se por compreensão se entende o ato de captar a unidade do pensamento de um homem desde suas próprias intenções e valores, em vez de julgá-lo de fora; ato que implica respeitar cuidadosamente o inexpresso e o subentendido, em vez de sufocá-lo na idolatria do “texto” coisificado, túmulo do pensamento. A essa idéia denomino Teoria dos Quatro Discursos. Pode ser resumida em uma frase: o discurso humano é uma potência única, que se atualiza de quatro maneiras diversas: a poética, a retórica, a dialética e a analítica (lógica).

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    Diego picture
    Diego01/03/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Divisão. Apelo à esquerda (da qual faço parte, a julgar pela direita brasileira atual).

    Primeiramente: não é bem uma resenha, eu não sou formado em Filosofia, eu não conheço a obra completa de Aristóteles...mas, eu peço, encarecidamente, que leiam esse livro. Se algum especialista em Aristóteles achar prejudicial o que o autor escreveu, favor, me contatar (para fins de conhecimento, eu gosto de aprender coisas novas) e explicar as razões também. Se quiserem um resumo, pulem para o último parágrafo. Existe uma história, atribuída a Jesus - ao que parece, erroneamente - em que um grupo de pessoas andava por um dos lados da estrada e, no mesmo lado, viu um cachorro morto. O cachorro já estava em estado de decomposição, estava fétido, moscas o rodeavam e - como devem imaginar - não era uma cena muito bonita de se ver. O grupo foi para o outro lado, buscando ao menos sair de perto daquela cena deplorável. Eis que um deles olha o cachorro e diz: "Vejam, os dentes daquele cachorro...eles parecem pérolas." A dualidade do pensamento das pessoas costuma ser um grande mal. Ou você concorda 100% com quem você gosta, ou discorda 100%. E é por isso que começo essa "resenha" dizendo: Eu não concordo com mais da metade do que conheço do Olavo de Carvalho - digo mais, sou um dos que brinca com algumas partes do raciocínio dele que acho incoerente -, mas não significa que ele não acerte em cheio muitas vezes. Já vi textos do Olavo demonstrando por que a meritocracia não é a regra na sociedade capitalista, já vi vídeos dele desbancando teorias conspiratórias dos democratas (e fechando os olhos para as republicanas), já vi vídeos dele atacando com um retórica de fazer inveja aqueles que dizem que o homossexualismo é antinatural ou que abala a ordem da sociedade ocidental. Olavo é um homem, erra, acerta, pede desculpas quando acha que deve, tem como princípio dogmático a Bíblia (acredito), o que o faz ter posicionamentos BEM contrários do meu, e, às vezes, divulga fake news sem saber que o faz...ele não é o Deus que a direita pinta, e não é o Diabo que a esquerda ataca. Dito isso, digo: o trabalho que o Olavo fez nesse livro é de ficar boquiaberto. Não levem a mal, o pouquíssimo que sei de Aristóteles me foi ensinado na faculdade de Direito - primeiro semestre, uma cadeira pra toda história da filosofia -, e só o volume da lógica. Talvez tenha me escapado algo, mas acredito que o autor fez por onde explicar por que os quatro escritos de Aristóteles (poética, retórica, dialética e analítica/lógica) mais do que se completam, fazem parte do amadurecimento de como se cria uma teoria, uma cultura, um pensamento coeso. Não consigo achar uma brecha de como quebrar o cerne desse livro, seja com Aristóteles, ou seja mesmo com simples "senso comum" de como as coisas funcionam- que não gosto muito, mas como não sou o ás da Filosofia, não podia escapar muito disso. A parte final do livro é uma...coisa singular, trata-se da desavença do autor do livro com o SBPC em relação à obra (situação que eu teria ficado ainda mais irado que o Olavo). O mesmo expõe como uma parte - e digo isso por experiência própria em Direito (coisa que eu já vi com os próprios olhos) - das pessoas que compõem certas bancas são...de qualidade duvidosa, pra dizer o mínimo. Bom pra dar umas risadas e ver que, alguns (alguns, sim, porque já conheci muitos intelectuais honestos e que reconhecem seus erros) membros de entidades científicas não conseguem aceitar os próprios erros e que, em se tratando de ciências humanas/biológicas/algumas exatas, contatos fazem a diferença, infelizmente. Enfim, resumo: a teoria do autor é incrível, a escrita é fenomenal, posso não concordar com tudo que esse cara fala, mas ele SOUBE do que fala quando falou de Aristóteles. Concordar com alguém em um ponto, não te faz ser fã cego dele. OBS: certeza que alguém vai ler isso e me chamar de comuna.

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    Olavo Luís Pimentel de Carvalho

    Olavo de Carvalho é um conferencista, ensaísta, e autor brasileiro militante da direita política, atuando nas áreas do jornalismo e filosofia. Trabalhou em revistas e periódicos tais como Planeta, Bravo!, Primeira Leitura, O Globo, Época, Zero Hora, Jornal do Brasil e Jornal da Tarde. <br /> A tônica de seu pensamento é "a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia 'científica'".

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    São Paulo, Brasil

    Olavo Luís Pimentel de Carvalho