Um romance curto, podendo, também, ser lido como três contos independentes que dialogam entre si, que retrata momentos permanentes e, por isso, extensos. Formado por antíteses que representam as confusões e conflitos existenciais do protagonista, a narrativa se aproxima, muitas vezes, da linguagem poética.
Concupiscência é sobre memórias, lembranças de calor marcante, situações com a forma de um trauma; é sobre o anseio pela conquista, caminho trilhado pela benção das dúvidas e do ceticismo.
A palavra "concupiscência", aqui, é duplamente filosófica: acima de tudo é o apego materialista que resulta num desejo de prazer físico, mas que culmina na evolução que não se espera do prazer pura e tão somente carnal; e é também a incessante manifestação libidinosa, sendo uma possibilidade de leitura puramente material.