Olá caros leitores e caríssimas leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra
Sherlock Holmes, antes de ser um grande detetive, foi uma criança como qualquer outra. Ele estudava em um colégio apenas para garotos e tinha pouquíssimos amigos. Exatamente por isso ele ansiava entrar de férias; porém, quando esse feliz dia chegou, ele teve uma triste notícia: ele não poderia ir para casa, teria que passar dois meses na casa de seus tios.
Lá, além dele não ser bem-vindo, sofria de tédio, pois não havia nada para fazer. Ele temia ter as piores férias de sua vida. Mas nada é tão ruim que não possa piorar, não é isso? E nesse caso piorou: seu irmão contrata um tutor para lhe dar aulas durante as férias. Certamente nada estava dando certo para o jovem Holmes.
Contudo, durante uma de suas aulas no bosque adjacente à casa de seu tio, Sherlock encontra um cadáver. Porém, o mais esquisito é que o corpo do defunto estava coberto de bolhas. Ele resolve que precisa descobrir de qualquer jeito o porquê o homem morreu. E, a partir de então, suas aulas talvez não sejam mais tão chatas.
Andrew Lane criou um livro muito ambicioso e que promete mostrar como Sherlock Holmes começou a se dedicar a ser um grande detetive. Uma das promessas do livro foi cumprida: realmente é um excelente livro policial para jovens. Porém, na minha visão, na maior das promessas o autor não logrou êxito: recriar Sherlock durante a adolescência.
O protagonista apresentado em nada lembra o Sherlock da vida adulta e isso, em muitos momentos, fez com que eu desconfiasse que ele não fosse o verdadeiro Holmes. Apesar de o garoto ser bastante curioso, algumas das principais características do detetive adulto foram esquecidas: excentricidade e um pensamento dedutivo muito acima da média.
Apesar dessa minha desconfiança em muitos momentos, o livro não é ruim. Aliás, para adolescentes que nunca leram uma verdadeira obra do Sherlock, ele certamente será eletrizante. Como livro de suspense policial ele cumpre seu papel. Mas para quem já é fã do famoso detetive, o livro será uma decepção, no mínimo.
Embora haja diferenças na criação de Holmes, é impossível não elogiar a escrita simples, interessante e ágil do autor.
De uma forma geral, o livro é bom e é indicado para quem nunca teve contato com a escrita do Arthur Conan Doyle e quer conhecer uma possível faceta de Holmes. Porém, os leitores mais adultos talvez não consigam se conectar ao protagonista. Em resumo, A Nuvem da Morte é um bom livro, mas não espere nada além de isso! Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!