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    Casar é bom (Bibliotheca Das Moças #101) -

    Germaine Acremant

    Companhia Editora Nacional
    1955
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788504018509
    Português Brasileiro
    4
    3 avaliações
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    A Baronesa Chaillon era famosa por sua habilidade de casamenteira em uma pequena cidade no interior da França. Resolve casar seu querido sobrinho com a filha de um nobre, mas as coisas não saem como ela esperava, pois seu sobrinho tem outros planos, o que leva a baronesa, que é viúva, a reencontrar o amor.

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    Adriano Campos Roma Tardioli14/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Casar é Bom - Germaine Acremant (Biblioteca das Moças - Volume 101)

    Germaine Acremant é mais uma autora francesa que finalmente li pela primeira vez esse ano, e que faz agora sua estreia nas resenhas da Biblioteca das Moças! "Casar é Bom" é um livro que sempre me chamou a atenção pelo título, que já é divertido por si só, ao mesmo tempo que é intrigante, porque não dá nenhuma pista sobre o enredo. Quando finalmente cheguei a essa leitura, encontrei algo bem diferente do que eu esperava, e bem diferente dos outros volumes da coleção que li até o momento. Mas o título não engana: é, sim, uma leitura divertida e que pode garantir boas risadas. A história não gira em torno de um personagem ou de um casal protagonista. Tive uma grande surpresa quando, não muito tempo depois de começar a leitura, percebi que o romance trata, na verdade, de uma sátira da sociedade francesa da época! É uma pena que, como de costume, não se encontram muitas informações sobre o livro por aí. Apesar de ter o estilo e o vocabulário rebuscado das outras obras francesas da coleção, o humor é, sem dúvida, o ingrediente principal do livro. Como são histórias de vários personagens que se cruzam, não temos um único conflito a apresentar como sinopse, mas sim um pequeno recorte social. Basicamente, somos introduzidos a uma cidadezinha não nomeada do interior da França, onde acompanhamos o dia-a-dia de diversas figuras. Talvez a principal delas seja a baronesa de Chaillon, uma jovem e rica viúva, que adotou como vocação na vida o papel de casamenteira, apresentando os jovens da sociedade em suas festas e reuniões, e assistindo orgulhosa aos matrimônios que se seguem. Conhecemos também personagens como Genoveva, uma moça bem nascida, cujos pais estão desesperados por ver o tempo passar sem que ela encontre um marido. Assim, recorrem à baronesa, que encontra uma solução (ou assim parece). Conhecemos o sobrinho da baronesa, Hubert, que ela insiste em tentar empurrar para Luciana de Ribeyrac, uma outra jovem da cidade em idade de casar, e que vem de uma família muito respeitada e tradicional. Mas acaba esbarrando no interesse do rapaz por outra pessoa. E temos ainda as jovens Andréa e Huguette, que acabam de voltar da Inglaterra, onde encerraram seus estudos, e chocam a cidadezinha provinciana com seus modos extravagantes, ao mesmo tempo que encantam os rapazes com sua beleza. Juntamente com elas, chega um amigo inglês, o almirante Baxwell, que também acaba se envolvendo naquele estilo de vida que não compreende muito bem. Não é só o tom humorístico do texto que passa a ideia de sátira. Alguns momentos da história também parecem fazer certas críticas ao costume, ainda bastante comum na época, de procurar e negociar casamentos para os filhos. Em determinado momento, a personagem Genoveva suscita um questionamento na própria baronesa, sobre se realmente vale a pena viver num casamento medíocre e infeliz, apenas para cumprir um papel social. Andréa, Huguette e o almirante Baxwell também ocasionam questionamentos, já que são as figuras destoantes naquela corrente. E, em alguns personagens, o casamento negociado acaba caindo por terra, quando o sentimento romântico surge onde e quando menos se espera. "Casar é Bom" com certeza traz um tipo de humor que não agradaria a grande massa hoje em dia, não só pelo vocabulário, como também por ser uma obra que conversa diretamente com aquela determinada sociedade, daquele determinado período. Mas algumas críticas ainda podem ser válidas nos dias de hoje, já que, apesar de não termos mais esse “comércio de matrimônios” hoje em dia, ainda vivemos numa sociedade que insiste em cobrar determinadas posturas. Um detalhe interessante a ser mencionado é que este livro ganhou o Prêmio Nacional de Literatura da França, no ano de sua publicação. É uma leitura que pode agradar a quem se interessa pelos costumes da época, ou pela escrita crítica e ao mesmo tempo engraçada, além de ser rápida, prazerosa, e garantir boas risadas, e até algumas surpresas!

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    Germaine Acremant

    Filha de Edouard Poulain, médico em Saint-Omer, onde ela nasceu e iniciou seus estudos, que foram terminados em Écosse, cidade onde se casou com Albert Acremant em 25 de outubro de 1911, e juntos produziram várias comédias para o teatro. Albert fazia as ilustrações dos livros. Tiveram um filho, Jacques Acremant, que se tornou pintor e ilustrador.

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    Germaine Acremant