Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores201
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Deixem Falar As Pedras (Coleção Novíssimos) -

    David Machado

    Leya
    2013
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788580448009
    Português Brasileiro
    3.8
    24 avaliações
    Leram34Lendo3Querem159Relendo0Abandonos5Resenhas3
    Favoritos0Desejados159Avaliaram24

    No dia em que ia se casar, Nicolau Manuel foi levado pela Guarda para um interrogatório e não voltou. Viveu, assim, quase toda a vida na urgência de contar a verdade a Graça dos Penedo, a noiva que mais tarde lhe seria arrebatada pelo alfaiate que lhe fizera o terno do casamento. Porém, sempre que se abria uma possibilidade, uma ameaça o desviava dramaticamente de seu destino – e agora, meio século volvido, está velho demais para querer mudar as coisas, gastando os dias com telenovela. De tanto ter ouvido ao avô sua história rocambolesca, Valdemar – um rapaz violento e obeso apaixonado pela vizinha anorética – não desistiu, mesmo assim, de fazer justiça por ele. E, encontrando casualmente a notícia da morte do alfaiate, sabe que chegou a hora de ir falar com a viúva: até porque essa será a única forma de resgatar Nicolau Manuel da modorra em que deixou-se afundar. Alternando a narrativa dos sucessivos infortúnios de Nicolau Manuel – que é também a história de Portugal sob a ditadura, com seus enganos, perseguições e injustiças – com a de um adolescente que mantém um diário com numerosas passagens rasuradas como instrumento de luta contra o mundo –, Deixem Falar as Pedras é um romance maduro e fascinante sobre a transmissão das memórias de geração em geração, nunca isenta de cortes e acrescentos que fazem da verdade não o que aconteceu, mas o que recordamos.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Leila Cardoso picture
    Leila Cardoso14/10/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    David Machado, autor do maravilhoso Índice Médio de Felicidade, retorna com Deixem Falar as Pedras, uma obra mais densa e introspectiva, que explora temas como memória, senilidade e as imperfeições das relações familiares. Embora não tenha a leveza e a extroversão do trabalho anterior, Deixem Falar as Pedras oferece uma leitura cativante e provocativa. A trama se desenvolve em torno de Nicolau Manuel, cuja vida foi marcada por um mal-entendido devastador: sua crença de que o alfaiate responsável por seu terno de casamento seria o culpado por sua prisão. O autor constrói de forma brilhante a tensão gerada por essas “conversas atravessadas”, que moldam e envenenam vidas inteiras. Nicolau vive com ódio, carregando uma mágoa não resolvida, o que afeta profundamente seus relacionamentos e escolhas. O que mais me chamou atenção foi a habilidade de Machado em brincar com a dualidade entre memória e senilidade. O leitor é levado a questionar, em diversos momentos, se o que está sendo narrado são fatos ou ilusões criadas pelas mentes dos personagens idosos, que não são figuras confiáveis. Esse jogo narrativo não apenas instiga a dúvida, mas também reforça a fragilidade da memória humana, em um interessante contraponto com a busca por verdades inatingíveis. Outro ponto alto do livro, para mim, foi a relação de cumplicidade entre Nicolau e seu neto, Valdemar. Enquanto a relação entre Nicolau e seu filho é marcada por distanciamento e ressentimento, o vínculo entre avô e neto parece ser de maior profundidade e afeto. Valdemar, com sua complexidade emocional e seu diário introspectivo, busca entender e resgatar as memórias do avô, em uma tentativa de dar sentido ao que restou da história de sua família. Além disso, o livro está inserido no contexto histórico da ditadura de Salazar em Portugal. A prisão de Nicolau não é apenas um incidente pessoal, mas está diretamente ligada ao regime repressivo da época, marcado por perseguições e censura. O impacto da ditadura salazarista sobre os personagens é profundo, refletindo-se tanto nas suas experiências de vida quanto na maneira como lidam com o passado. Machado tece essa crítica ao regime de forma eficaz, trazendo à tona as cicatrizes deixadas por esse período na sociedade portuguesa. A obra também nos apresenta famílias imperfeitas, revelando as falhas e tensões tanto no relacionamento entre Nicolau e seu filho quanto na estrutura familiar de Valdemar. A mãe de Valdemar, uma figura ausente e ocupada, é retratada quase como um ser etéreo, distante em momentos importantes da vida em comum, o que adiciona mais camadas de reflexão sobre os laços familiares. Enfim, achei mais um livraço do autor português e pena não haver mais obras dele por aqui. Se encontrarem qualquer um dos dois por aí, vá sem medo de errar. #ficaadica

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 24
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas17%
    • 1 estrelas0%
    David Machado profile picture

    David Machado

    David Machado nasceu em Lisboa em 1978. É autor do romance O fabuloso teatro do gigante e do livro de contos Histórias possíveis. Em 2005, seu conto infantil “A noite dos animais inventados” recebeu o Prêmio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, e desde então publicou mais três contos para crianças: “Os quatro comandantes da cama voadora”, “Um homem verde num buraco muito fundo” e “O tubarão na banheira”, contemplado com o Prêmio Autor SPA/RTP 2010 de Melhor Livro Infantojuvenil. Tem livros publicados na Itália e no Marrocos e contos presentes em antologias e revistas literárias na Itália, Alemanha, Noruega, Reino Unido, Islândia e Marrocos. Traduziu os livros O herói das mulheres, de Adolfo Bioy Casares, e Obrigada pelo lume, de Mario Benedetti.

    9 Livros
    5 Seguidores

    David Machado