Parece um tanto lógico buscarmos conhecer novas obras de determinado escritor(a), quando ele(a) nos agrada. Uma escritora, do meu universo de leitora, que corresponde a essa lógica é Isabel Allende. Após minha leitura do "A Casa dos Espíritos", iniciei minha incursão na literatura dessa escritora restando-me poucos livros para serem livros – Amor era um deles - e, como nossa predileção passa a ser do conhecimentos de muitos,eu fui presenteada com esse livro por uma pessoa que me é muito querida. Claro que numa situação dessas,o livro, mesmo antes de eu abri-lo, chegou, chegando e se infiltrando entre os meus favoritos.
Apesar do forte apelo afetivo a mim conferido por esse livro, que é constituído pela compilação de cenas de amor constantes nos romances de I. Allende, e também por ela vivenciada, não me proporcionou uma leitura arrebatadora.
O receio de I. Allende não se concretizou – ela receava que, fora do contexto dos romances., as cenas de amor se mostrassem piegas-, porém, na minha opinião, elas se transformaram em cenas eróticas, portanto, um título mas adequado seria EROS.
O ponto alto do livro é o humor aguçado de I. Allende que provoca muitos risos na introdução que faz nas páginas 9 a 32, e nas suas falas intercaladas nos contos.Outro ponto a seu favor é o encerramento do livro com um enxerto do seu romance A Soma dos Dias, no qual ela e seu marido Willie são os protagonistas.