“John Scott” é um detetive forense da CGP encarregado de cuidar do caso de um Serial Killer intitulado "O Profeta", que marca suas vítimas com o nome de Deus em suas mãos, eliminando lideres seguindo os dez mandamentos de Deus. Mas ao decorrer da trama, o detetive observa que essa ligação dos dez mandamentos seria inútil, já que um dos mandamentos seria "não matarás". Entre vários homicídios e casos encobertos, Scott fica ainda mais vulnerável, pois seu passado, como em um inferno privado, assombra-lhe. Pois, ele vive uma depressão profunda por ter perdido a sua esposa grávida em um terrível acidente de carro, provocado por ele ao tentar ir atrás de um assassino. Contudo, no decorrer da estória, John acaba dando crédito à sua parceira Louis, o que poderá ser sua perdição ou sua salvação a respeito do que lhe aflige. Um Romance policial intrigante, sedutor, violento e que prenderá o leitor até a última página. Uma obra Repleta de crimes cometidos por um Serial Killer que não deixa vestígios algum e por isso os detetives da CGP estão sempre a um passo atrás. Contudo, o pior de tudo ainda estará por vir e o querido John novamente viverá um Inferno Privado.
A máscara de Deus (Inferno Privado #1) -
Adão Alves
Edições (1)
Ver maisO livro tem potencial, mas precisa ser trabalhado.
O local: A história se passa principalmente em Midlle Hill, Inglaterra. Os personagens: Detetive John Scott Spencer tem 28 anos de idade e é o protagonista da história. É um homem atormentado pela perda da esposa e é brilhante, capaz de entender os métodos das mentes mais doentias. Deveria ser um personagem carismático e cheio de nuances, mas durante a história, ele meio que se "perde", não dando o peso que deveria ao enredo. George James Harvwey é o parceiro de John. Tem 42 anos e tenta auxiliar o amigo a esquecer o passado. É um personagem repleto de potencial, mas não muito explorado. Seu papel é de back up e mesmo sendo secundário, não tem uma história própria desenvolvida. O serial killer deveria ser o ápice do livro, porém deixou a desejar. Já no prólogo, narrado em primeira pessoa, suas ideias são confusas e contraditórias. Em um parágrafo é frio e indiferente e no seguinte é quase um poeta, falando de amor e sentimentos. Sua personalidade é rasa. Enredo/ Trama/ Narrativa e História: A ideia central é promissora. Um serial killer que baseia os seus crimes em conceitos religiosos. Acontece que misturou-se muitas subtramas, como outros assassinos, o passado do personagem, a história da serial killer e nenhuma delas foi desenrolada em detalhes. O desenvolvimento das relações dos personagens também ficou a desejar. Porém, faltou estruturação e clareza no desenvolvimento. John deveria ser o protagonista misterioso e amargurado, mas na primeira oportunidade que tem em uma conversa particular com Louis, despeja todo o seu passado. Se na página anterior ele estava recluso do mundo, incapaz de se relacionar ou conversar sobre ele mesmo, na seguinte, ele é um livro aberto. A escrita do autor: Para uma primeira obra, é extremamente promissor, mas se faz necessário aprimoramento, principalmente nos diálogos e interações. Faltou sentir uma conexão com os personagens. Revisão/ Diagramação/Layout e Capa: Foram encontrados alguns errinhos, como por exemplo, nas páginas 62 e 69. A diagramação é simples, mas bem-feita. A fonte tem um bom tamanho e o layout é agradável. A capa não combina em nada com a história, sem contar que a "máscara", o principal item que se liga ao título, não está muito bem finalizada (na versão impressa dá para perceber que não cobre o rosto completamente). Vale ressaltar que essa resenha baseia-se na minha impressão da obra, portanto, aqueles interessados na leitura, devem realizá-la e tirar suas próprias conclusões.
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