Conspiração no Fim do Mundo -

    Saïd Farhat

    Europa
    2013
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788579601705
    Português Brasileiro

    Brasil e Argentina vivem um clima de forte tensão. O comando militar brasileiro desconfia que os argentinos estão enriquecendo urânio com fins militares em um laboratório nas imediações de Bariloche. Para investigar as suspeitas, o coronel Antônio Schmidt, engenheiro eletrônico com especialização em energia nuclear, é enviado ao país vizinho em missão secreta de espionagem. Sob o disfarce do professor universitário Antônio Gomes, o coronel Schmidt deve se infiltrar em território argentino e levantar o máximo de informações acerca do programa nuclear em andamento. As conclusões são contundentes: é praticamente certo que está em curso o processo de desenvolvimento de uma bomba atômica. E mais: o artefato provavelmente será detonado em um teste no extremo sul do continente americano, na Patagônia, na região conhecida como Fim do Mundo. O impasse diplomático, além da iminente crise militar entre os dois países, são os elementos que Saïd Farhat combina com maestria para compor a trama deste romance. Ex-ministro e jornalista, Farhat sabe como poucos como as decisões são tomadas no nível mais alto do poder — o da presidência da República. É exatamente aí que reside a força de envolvimento de Conspiração no Fim do Mundo. O resultado é uma história vibrante, instigante e cheia de suspense.

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    Fabricio Zak picture
    Fabricio Zak25/08/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    "Don't cry for me, Argentina."

    Não é de hoje que a rivalidade de Brasil e Argentina é uma das maiores do mundo e isso não se dá pelo futebol, pelo contrário, o futebol apenas a adotou de forma mais imbecil. Nesse livro Saïd explica a origem dessa rivalidade e permeia sobre fatos históricos e importantes de nossos hermanos misturando realidade com ficção. Militares brasileiros desconfiam que cientistas argentinos estejam prestes a desenvolver uma bomba atômica e com isso designam o Coronel e engenheiro eletrônico, Antônio Schmidt, para investigar tais suspeitas. Em solo argentino, Schmidt rastreia indícios que comprovam a desconfiança dos militares e começa uma jornada de espionagem e infiltração. Schmidt além de engenheiro é o famoso “171” na hora de buscar informações necessárias à sua missão. Disfarçado de Antônio Gomes, um professor universitário, ele obtém dados sigilosos de cientistas argentinos e os repassa aos seus superiores que, ou não sabem qual atitude tomar para conter a fabricação da bomba, ou são impedidos pela Presidenta do Brasil de agir de forma mais incisiva. Com informações de que os militares argentinos irão fazer o teste da primeira bomba muito em breve, os militares brasileiros correm contra o tempo para solucionar o impasse entre as possibilidades de contenção apresentadas à Presidenta. Encontros diplomáticos entre as duas Presidentas dos dois países aproximam as líderes em busca da resolução mais pacífica possível. Entretanto militares argentinos estão descontentes por desconfiar que exista um brasileiro infiltrado farejando a bomba atômica e também correm para acelerar a explosão-teste do primeiro experimento. Como a explosão pode devastar vidas animais da Patagônia os militares brasileiros pressionam a Presidenta brasileira, que por sua vez, pressiona a Presidenta argentina gerando uma crise política no país Alviceleste que o povo jamais gostaria de reviver. Cenários Patagônicos e regiões montanhosas de Bariloche são o pano de fundo para se aprofundar na história desse livro, o que aumentou minha vontade de fazer uma viagem até lá (um dia, quem sabe). Fiquei muito tempo sem ler livros de ficção e precisava escolher um livro mais divertido para me distrair dos estudos, porém esse livro me jogou novamente em assuntos políticos. Deveria ter lido esse livro em outro momento, pois não curti o bastante. Apesar de ter uma trama bem interessante o desenrolar da história não empolga por tratar muito de política, isso porque Saïd esteve envolvido diretamente no ramo, pois era Ministro da Comunicação Social no governo de João Figueiredo. Embora não tenha curtido tanto quanto esperava, é um livro interessante para conhecer alguns fatos históricos da Argentina. A trilha sonora para essa história precisa ser dos argentinos do Bruthal 6 e dar aquele clima castelhano na leitura.

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