Jamais Sans Ma Fille -

    Betty Mahmoody e William Hoffer

    Pocket
    1999
    477 páginas
    15h 54m
    ISBN-10: 2266025872

    3 août 1984... Dans l'avion qui l'emmène à Téhéran avec son mari, d'origine iranienne, et sa fille, pour quinze jours de vacances, Betty a le sentiment d'avoir commis une erreur irréparable... Quelques jours plus tard, son existence bascule dans le cauchemar. Le verdict tombe : "Tu ne quitteras jamais l'Iran ! Tu y resteras jusqu'à ta mort." En proie au pouvoir insondable du fanatisme religieux, son mari se transforme en geôlier. Elle n'a désormais qu'un objectif : rentrer chez elle, aux Etats-Unis, avec sa fille. Quitter ce pays déchiré par la guerre et les outrances archaïques : ce monde incohérent où la femme n'existe pas. Pour reconquérir sa liberté, Betty mènera deux ans de lutte incessante. Humiliations, séquestration, chantage, violences physiques et morales. Rien ne lui sera épargné.

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    Simone Nascimento Souza14/06/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sem palavras...

    Um testemunho que nos faz arrepiar e certamente nos fará refletir sobre a causa feminina nos países muçulmanos. Betty Mahmoody vai relatar, como uma visita de cortesia prevista para duas semanas, à família de seu marido no Irã, rapidamente se transforma em um pesadelo, quando seu marido anuncia, que ele, ela e filha, nunca mais voltariam aos Estados Unidos. Esse era o ano de 1985, o Irã estava vivendo uma grande transição teocrática com a chegada do Aiatolá Khomeini no poder desde de 1979. Novas leis tinham sido implementadas a partir deste momento, e uma delas era que o homem (pai, marido, irmão, tio, sobrinho, filho...) tinha o poder TOTAL sobre uma mulher. Qualquer COISA que ela fosse fazer, tinha que ser autorizado por alguém do sexo masculino. Ou seja Betty não tinha como pegar o avião de volta sem a autorização de seu marido. Muitos de nós pode julgar as escolhas de Betty, mas como desconfiar de alguém que vive à anos nos Estados Unidos e está muito bem integrado à cultura do ocidente? Como evitar que o marido voltasse a ver a família? Como se opor ao marido de levar a filha para conhecer sua família? Este é o tipo de coisa que é melhor antecipar, mas que obviamente não pensamos quando nos apaixonamos ... Como criticar este tipo de livro onde realmente não temos o que dizer ...? Como ler estas páginas, frases e palavras sem se sentir intruso ou espectador impotente de um terrível espetáculo pela sua realidade e horrível pela sua existência? Tudo o que é possível dizer no meu ponto de vista, é que ele é assustador e tão longe da minha realidade que passo ser uma presa fácil para alguém que sabe bem esconder sua cultura, seus verdadeiros sentimentos atrás de um comportamento bem estudado e garantir assim, seus verdadeiros objetivos. Conhecer bem o que se passa do outro lado do mundo, é fundamental para ajudar nossas escolhas... No final da leitura, direcionei meu pensamento à todas mulheres que já nascem nessa realidade e NUNCA existiu escolha... Em todo caso, este depoimento é espantado com a frieza demonstrada por Betty Mahmoody quando, reduzida a usar o xador no Irã pelo resto da vida, tomou a decisão de deixar o marido e o Irã custe o que custar, arriscando sua vida e a de sua filha. Emoção e adrenalina garantidas!

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