Os filhos do barro são os seres criados por Deus - metáfora da imortalidade, pois a vida nos foi dada por um gesto onipotente. Mas os filhos do barro são também criaturas feitas de nada além de puro barro, matéria que volta ao lugar de onde veio - metáfora da mortalidade. A ideia miraculosa da imortalidade é apenas uma das faces da poesia: a analogia. Sua outra face, a visão crítica da modernidade e a consciência de sermos apenas mortais, é a ironia. Em Os filhos do barro, numa análise precisa sobre o significado e as transformações da poesia no século XX, Octavio Paz mostra que também na linguagem do ensaio é possível reunir analogia e ironia: um lugar em que o teórico pode ser igualmente poético. Noemi Jaffe
Os filhos do barro -
Octavio Paz
Cosac Naify
2013
190 páginas
6h 20m
ISBN-13: 9788540503656
Português Brasileiro
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