A provocação de Gompertz é um convite à liberdade: se você entende o contexto, você passa a apreciá-la. Não posso deixar de mencionar que têm muito assunto sobre cinema, música, teatro, história, fotografia e claro, grandes artistas, temas que sou fascinada.
Gompertz organiza a história da arte moderna como uma progressão de reações, mapeando movimentos cruciais desde o Impressionismo, que rompeu com a tradição técnica, até as Vanguardas do início do século XX como Cubismo e Fauvismo. O livro abrange desde a desconstrução dadaísta e o Surrealismo até a Arte Conceitual e a Pop Art, focando na questão da função da arte em cada época.
Fala sobre como a arte aconteceu em diversos períodos históricos e o trauma das guerras mundiais, mostrando como os eventos históricos brutais do século XX despedaçaram a estética clássica, as mudanças sociais e lutas por Identidade, abordando tbm como os movimentos de direitos civis, o feminismo e a globalização permitiram que a arte deixasse de ser um "clube de homens brancos europeus".
A história recente trouxe para o museu questões de gênero, raça e política, transformando a obra de arte em um manifesto ou protesto.
Teve muitos assuntos sobre Artes Visuais Clássicas e Modernas;
Design e Arquitetura: explicando como a arte se fundiu à funcionalidade, influenciando o design de móveis e a arquitetura urbana que vemos hoje;
Arte conceitual e objetos;
Performance e arte viva;
Movimentos de vanguarda que cobre uma vasta gama de estilos, incluindo Pop Art, Minimalismo, Futurismo e Surrealismo, mostrando como cada um utilizou meios diferentes para expressar a modernidade.
Só posso dizer que indico esse livro, logicamente a quem se interessa por artes num geral. Gompertz limpa as lentes do nosso olhar trazendo uma clareza da sua escrita e faz com que a história da arte pareça um quebra-cabeça onde todas as peças finalmente se encaixam.