Reli Cisne, o primeiro volume da série Uma Geração. Todas as Decisões., antes de começar a leitura de Linhagens. E, apesar de estar super enrolada com leituras e atrasada com prazos, e do Cisne ter singelas 832 páginas, não me arrependi nem por um momento. É claro que eu me lembrava do geral da história. Mas, como eu disse na resenha dele, é um livro com muita informação. E nada do que é falado nele é desnecessário.
Linhagens ainda não foi publicado (será lançado na Bienal) e, na versão que eu li, o que vou citar não está presente; mas haverá um resumo do Cisne antes de começar a parte da história a que eu tive acesso. Acho que foi uma ótima ideia, porque não dá para aproveitar completamente Linhagens sem lembrar de alguns fatos principais do Cisne. Quem leu o resumo, já testemunhou que ficou ótimo. Mas, mesmo que eu tivesse tido acesso a ele, não abriria mão de embarcar na história completa mais uma vez. Espero que isso convença vocês do meu amor por essa série. Os "monstrinhos" da Eleonor (Eleonor, acho que eu gostei do apelido carinhoso que você deu pra eles... rs...) se tornaram essenciais na minha vida de leitora! E uma última coisa antes de começar a resenha de verdade... Eu achei Cisne mais perfeito ainda na releitura!!! *-*
Linhagens começa exatamente na parte em que o Cisne termina. E é ação desde a primeira página! O primeiro volume da série funcionou como uma apresentação de várias personagens. Não é que não tivesse ação, mas era bem mais descritivo. No início de Linhagens, uma coisa que Henry Melbourne leva o Cisne inteiro pra revelar, é dita logo no começo. Mas não acho que isso prejudique a leitura de ninguém.
Não vou falar nada da história pra vocês, se quiserem saber do que se trata a série, deem uma olhada na resenha do Cisne, aqui (Na verdade, eu realmente preciso que vocês leiam a resenha. Por favor. Preciso que vocês saibam do que eu estou falando). Assim ninguém corre o risco de ficar sabendo de algo antes da hora.
Sempre que um acontecimento do Cisne é importante para o completo entendimento de uma cena, ele é relembrado. Eu, que li os livros em seguida, percebia junto com as personagens o que quem não leu ou leu há mais tempo só vai entender depois que for explicado. Mas todo mundo vai entender, é o que importa. A série toda é imperdível, e está muito bem amarrada. Algumas vezes, uma única frase dita no volume anterior ganha sentido e se encaixa perfeitamente quando descobertas acontecem neste segundo volume. Eu me enchia de satisfação a cada vez que isso acontecia.
"Se alguém DIZ que não acredita numa coisa, pode ter acreditado ou não. Mas, quando alguém GRITA que não acredita numa coisa, é porque já acreditou pelo menos um pouquinho!"
É super gratificante ler uma história que a gente sabe que foi muito bem pensada e repensada, planejada por um longo tempo e agora dividida com os leitores.
"- As pessoas precisam sonhar, ainda que os sonhos sejam loucos."
Graças ao sonho de muito tempo da autora esses livros estão sendo publicados. Obrigada por sonhar, Eleonor. =)
Acho que preciso explicar o nome do livro para vocês. É uma tarefa difícil, mas preciso fazer uma tentativa... rs... Na história existem vários povos, de todas as partes do universo. E esses povos se organizam em Casas, que têm as suas Linhagens. É como se fossem "reinos", em que existem Senhores das Casas (que seriam os "reis"). Uma Casa, além de simbolizar um "reino" como um todo, também é um espaço físico no qual vivem as pessoas responsáveis pela Linhagem. Ela tem inteligência, e capacidade para meio que "administrar" o espaço, pode se responsabilizar por quase todos os assuntos. Exceto pelas questões de responsabilidade exclusiva da Linhagem, que devem ser resolvidas apenas pelos Senhores. Assuntos muito importantes e tratados como extremamente secretos em que só os diretamente envolvidos podem se meter. Acredito que dizer mais do que isso me faria entregar spoilers.
Claro que a Eleonor, que está muito mais acostumada com esses mundos maravilhosos que ela criou, colocou uma explicação muito mais simples no apêndice... rs...
"Linhagens: dinastias de governantes; via de regra, possuem habilidades mentais superiores à média de sua raça. O título dos integrantes de uma Linhagem varia conforme o local. Podem ser chamados de Senhores, Reis ou Lordes, ou Mentores."
(alterei um pouquinho a última frase)
Linhagens tem cenas bem tensas. É impressionante o poder da Eleonor de deixar o leitor com o coração na mão. E mais impressionante ainda é que, quando a gente começa a pensar que não vai mais conseguir suportar tanta aflição, ela faz alguma personagem dizer algo que nos faz rir, e assim podemos respirar e continuar a leitura. A aflição volta logo depois, rs, mas esse pequeno momento de descontração faz toda a diferença.
É claro que não é só de tensão com pequenas pausas que essa história vive. O livro tem partes muito descontraídas também. Todo mundo apronta, jovens e adultos. Eu confesso que o que mais me divertia era saber que alguém estava aprontando com Paul. Paul é alguém muito poderoso, e com muita responsabilidade. Ainda não entendi bem qual é a dele.
"Nem tudo que você não entende deixa de ter sentido por isso."
Ok, Peggy. Sei que existem motivos fortes pra ele ser seu tio preferido. Sim, eu converso com as personagens.
O que mais vocês vão encontrar? Confesso que me emocionei em algumas partes também. Os livros dessa série parece que têm vários gêneros dentro de uma mesma história. Viajar pelos vários mundos criados é mais que maravilhoso. E olha que falta muita coisa para ser apresentada aos leitores ainda.
"(...) se pode construir mais com harmonia do que com rivalidade e desentendimento."
E sobre as personagens... Bom, a gente faz várias descobertas sobre elas em Linhagens. Personagens que parecem completamente odiosas à primeira vista, no Cisne, revelam que não são bem o que pensamos que elas são. Algumas das pessoas mais insuportáveis tornam-se muito queridas. Sabem aquilo de não julgar sem saber a história completa? Pois é. Confesso que eu julguei e quebrei a cara.
"- Tem prisões que são invisíveis aos olhos, mas prendem mesmo assim."
Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a capacidade de renúncia que as personagens apresentam. É de deixar a gente de boca aberta as coisas que elas se dispõem a fazer pelos outros. Abrem mão do amor (em todos os sentidos que essa palavra pode ter) para fazer o que precisa ser feito, e não o que querem fazer (essa frase está sempre presente na história).
"- A vida é feita de escolhas.
- E de consequências dessas escolhas."
Em Linhagens, a razão do nome da série - Uma Geração. Todas as Decisões. - fica bem mais claro. O papel de alguns dos jovens começa a se revelar e posso dizer que eles precisam abraçar uma responsabilidade muito maior do que teria passado pela minha cabeça. É de espantar.
E gente, o final do livro é de deixar qualquer pessoa enlouquecida!!!! Socorro, Eleonor, cadê o resto??? Por favor, eu sei que demora um pouquinho pra escrever um livro, mas dá pra acelerar o processo?
Eu amei Linhagens, tanto quanto amei o Cisne. Não dá pra gostar mais de um deles. Essa série é muito especial na minha vida. Além de ser absurdamente gostosa de ler, o que me faz devorar livros gigantes em tempo recorde, ela ensina muito, faz a gente crescer como pessoa observando as atitudes das personagens. Isso não tem preço e, sinceramente, espero que um dia vocês tenham a felicidade de ler esses livros também.
"Confie além dos olhos. Confie no que sente, não apenas no que vê."