Culturas da rebeldia: - A juventude em questão

    Paulo Sérgio do Carmo

    Senac
    2011
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9788573599930
    Português Brasileiro

    Os fatos que afetaram o comportamento da juventude na segunda metade do século XX são apresentados, com vivacidade e riqueza de pormenores, nesse livro feito para os jovens, mas que certamente é do interesse de pais e professores. O leitor se identificará com alguns temas referentes a sua geração, desde os movimentos juvenis dos anos 1950 até a atualidade. Está em cena neste livro a trepidante segunda metade do século XX, certamente o período da história da humanidade que maiores transformações promoveu no mundo. Começa no pós-guerra, ainda cauteloso, mas já inquieto e vai num crescendo até a virada do século em que a "aldeia global", preconizada por um dos profetas desse tempo em foco, parece tomar forma com a interconexão dos computadores e a rede dos satélites. A "rechear" esses limites de uma era, muitos fatos significativos, mesmo que miúdos, povoam xxxx, produto de uma longa e acurada pesquisa de Paulo Sérgio do Carmo. Em estilo ágil, sintonizado com o tumulto dos acontecimentos que reporta, o autor mostra como mudaram as perspectivas e expectativas das pessoas a partir de um tempo em que os pais sonhavam para os filhos (homens) o ingresso numa carreira de médico, engenheiro ou funcionário do Banco do Brasil. Então tudo mudou: a política, a economia, os costumes, o lazer - a cultura enfim. O triunfo do automóvel (que virou "carro"), da televisão (que virou "TV" ou "tevê"), do computador (que virou utilidade doméstica), o comportamento das pessoas a alterar-se velozmente em todas as faixas de idade (mas especialmente para os jovens, que refletem com mais som e fúria as transformações sociais, e para as mulheres, que abrem espaços), tudo entra nesse caldeirão do meio século a que Paulo Sérgio do Carmo confere um tempero característico e saboroso. (sinopse retirada do site submarino.com.br)

    Resenhas (4)Ver mais
    Nathalia  Lopes picture
    Nathalia Lopes11/09/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Toda a história da música em 279 páginas.

    Vocês, caros amigos skoobianos, não fazem ideia da euforia que tomou conta de mim quando (finalmente) me lembrei o nome deste livro e o encontrei aqui no skoob. Em contrapartida surgiu uma baita tristeza ao ver que somente 28 pessoas leram. Em tempos que qualquer historinha meia boca de 25 páginas explode num tremendo sucesso, livros com um conteúdo riquíssimo acabam sendo deixado para estante empoirada do quarto da vovó. É claro que se o "leitor" está acostumado com 25 páginas de romance vampiresco, guerras zumbis, sadomasoquismo de fachada e fadinas heroínas (vale lembrar que não estou generalizando)um livro como esse não vai satisfazer sua leitura. Um pena, diga-se de passagem. Da minha parte, livros com cunho histórico sempre ocuparam o topo da minha lista de leitura. Além de acumular bagagem histórica, entender o passado você consegue compreender o futuro. Como o cenário músical também me deixa um tanto aguçada não foi difícil de me apaixonar a primeira vista pela obra prima de Paulo Sérgio do Carmo. A começar por essa junção magnifica Paulo Sérgio nos presenteia com um GIGANTE conhecimento histórico e uma linguagem extremamente leve e cativante. Relatando as maiores transições musicais e culturais não só no Brasil, mas no mundo a narrativa tem ínico nos anos 50, e navega até os anos 2000 numa impressionante ruiqueza de detalhes. Mesmo sem viver um só movimento musical meteórico, senti uma imensa saudade da beleza do rádio, dos festivais, da preguiça deliciosa da bossa, do calor do tropicalismo, do imediatismo no rock, do frescor da jovem guarda, do inconformismo do rap, e principalmente senti uma enorme pena da minha geração. Tão vazia e conformada, presa numa bolha cultural obsoleta e que só sabe copiar o que já foi feito. Assim que terminei o livro fiquei imaginando se a história seria diferente se fosse lançado 10 anos depois. Creio que não. Talvez na vertente social, Paulo Sérgio teria muito material graças aos jovens que finalmente acordaram e andam desempenhando seu papel como cidadão mas isso não tem mais conecção alguma com a arte. Tenho certeza que a carência artistica devira exatamente desse espaço que colocaram entre movimentos sociais e culturais. O livro é amplo e com certeza é daqueles que queremos ter na estante de casa para sempre consultar algo ou apenas relembrar e morrer de saudade. Se você está da época de dar um tempo dos romancezinhos populares aqui está uma ótima leitura. Fica a dica :)

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    4.4 / 32
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