Leitura agradável, porém com alguns furos.
Tomas Rocha e os filhos de Odin se passa na capital da Bahia e gira em torno de um mistério envolvendo o sequestro do filho de um grande empresário. Ao longo da trama, o narrador explica tudo o que estava por trás das situações que acontecem e o porquê. Explica quem são os tais "Filhos de Odin" e o que querem. É uma leitura tranquila, mas que às vezes fica levemente monótona, porém recupera seu entusiasmo bem rápido. Tem vários plot-twists interessantes, mas muitos outros que são bastante previsíveis, o que não faz deles ruins. O que me faz classificar o livro como um mais ou menos é que em alguns momentos acontecem alguns furos na história, como em uma parte que é dita uma coisa e depois, quando vaõ parafrasear esse trecho, ele está diferente e pelo que parece de maneira não proposital; o final é bem breve e previsível, sem muitas reviravoltas e o pequeno romance que tem não é o que eu chamaria de bem desenvolvido. Tem um certo desenvolvimento, mas poderia ser melhor. Também me desagradou um pouco o final dado para o personagem Alfredo que foi parte muito importante para o desenvolvimento da história e teve o final até meio furado, já que o que ele mais queria era ter amigos e depois que ele conquistou amigos, simplesmente desapareceu. Apesar dos pesares, dos errinhos de edição (ortografia), os furos aqui e acolá e o final rápido demais depois de um desenvolvimento super cheio de ação pra chegar até lá, eu gostei da história, do contexto geral, do objetivo e das mensagens que o autor quis passar nas entrelinhas com os conselhos do Padre Amadeo. Não sei se seria um livro que eu super recomendaria, mas se alguém me perguntasse: "Será que eu devo ler?" eu responderia com um "Ah... por que não, né?" kkkkk
