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    HQ - Revista do quadrinho brasileiro

    Shima, Mozart Couto

    Escala
    1998
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    5
    1 avaliação
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    A boa e velha proposta de revista mix com quadrinhos nacionais. E ainda me surpreendo quando vejo algo da Opera Graphica que não seja edição de luxo caríssima. A primeira história, baseada num texto de Peter Kroptkin, A Prisão, é longa e um tanto cansativa, embora traga um reflexão válida sobre a prisão. A arte é bem feita, apesar de ser um pouco torta e desproporcional às vezes. De qualquer maneira, não deixa de ser um conto ilustrado, desvalorizando a linguagem da prosa e da HQ. Em O Vira-lata - Crossroads, o conflito de classes provocado por um velho macumbeiro parece um tanto inverossímil, mas dá um ritmo que é quebrado no final, surpreendendo. Pesquisa de Mercado é outra adaptação, dessa vez musical (ou seja, a perda é ainda maior). A arte, apesar do traço interessantíssimo, não acrescenta quase nada. As HQs de uma página, Tango e A Seresta do que Resta, sequer merecem comentários. Homo Burocratus tem uma idéia ótima e arte razoável, mas poucos momentos compensam a narrativa pesada de história ilustrada. Chupacabra, de Shimamoto, é uma história de terror mais ou menos, trazendo uma interessante relação homem/monstro. A Culpa é ambientada no universo da Zona Orgânica, muito válido, apesar de essa história não ser muito especial. O traço é muito bom, de qualquer maneira. Sou suspeito pra falar de O Grande Desaponte, de Dadí, pois conta a história da Ponte Torta, daqui de Jundiaí. Porém o humor e graciosidade de Dadí são inegáveis. Mundo Interior relaciona realidade e imaginação, surpreendendo no final, como toda boa história curta. A arte também é muito boa. Yohuali Ehécatl tem a arte muito bem feita, mas traz aquela narrativa chata de história ilustrada, contando a história de um Quetzacotl arrependido. Não Estamos Sós, de Mozart Couto, fecha a edição, com arte ótima e roteiro sci-fi bacana. Concluindo, os roteiros variam entre ruins e medíocres, a arte, entre medíocre e boa, mas há exceções nos dois casos. -Resenha disponível em: http://www.guiadosquadrinhos.com/thumb.aspx?cod_tit=hq040100&esp=&total=9

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    Júlio Yoshinobu Shimamoto profile picture

    Júlio Yoshinobu Shimamoto

    Júlio Y. Shimamoto é um desenhista de histórias em quadrinhos brasileiro de descendência japonesa. Particularmente conhecido por seus trabalhos no gênero terror, estreou profissionalmente como desenhista de histórias em quadrinhos em 1959 pela Editora Continental/Outubro, onde desenhou a primeira HQ do Capitão 7, tendo produzido também quadrinhos de artes marciais, roteiros, e quadrinhos eróticos. Trabalhou com grandes nomes nacionais e, entre 1961 e 1964, foi um dos responsáveis pelo movimento de nacionalização dos quadrinhos, ao lado de Mauricio de Sousa, Ely Barbosa, Gedeone Malagola, entre outros integrou a Associação de Desenhistas de São Paulo (ADESP).

    89 Livros
    10 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Júlio Yoshinobu Shimamoto