O Livro do Silêncio, da Deborah Underwood, chega com uma proposta super charmosa: mostrar que o silêncio tem muitas formas, cores e intenções. E olha, a ideia é linda. Quem nunca parou pra sentir aquele silêncio gostoso antes de dormir ou aquele silêncio tenso antes de uma bronca? Silêncio não é só ausência de som é sentimento, é clima, é pausa. E esse livro tenta muito nos lembrar disso.
O problema? Ele acaba sendo silencioso demais
até demais mesmo. Fica a sensação de que a autora tinha uma joia nas mãos, mas escolheu tratá-la com tanta delicadeza que ela quase desaparece. A narrativa é sutil (o que poderia ser incrível!), mas se perde um pouco na falta de impacto. O livro entrega uma ideia promissora, mas não a desenvolve com a profundidade que merecia. Parece que faltou um toque de alma, uma faísca.