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    Carta Sobre os Cegos * Carta Sobre os Surdos e Mudos -

    Diderot

    Escala
    2006
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-10: 8575568299
    Português Brasileiro
    3.3
    51 avaliações
    Leram87Lendo10Querem122Relendo0Abandonos10Resenhas3
    Favoritos2Desejados122Avaliaram51

    Nesta edição, a Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal traz a obra Carta Sobre os Cegos (endereçada àqueles que enxergam) e Carta Sobre os Surdos e Mudos (endereçada àqueles que ouvem e falam), do francês Denis Diderot. Na época de sua publicação, em 1749, Carta sobre os Cegos fora considerada uma sátira dirigida àqueles que enxergam, mas não vêem, ou vêem mas não enxergam, levando o seu escritor à prisão. No entanto, o tema da carta era outro: partindo das percepções que os cegos experimentam ao contato com objetos reais que não vêem, Diderot constrói uma teoria peculiar sobre as sensações nos cegos e naqueles que vêem. Já na Carta sobre os Surdos e Mudos, publicada em 1751, Diderot envereda especialmente entre questões de linguagem, abordando sobretudo os efeitos poéticos, os problemas de tradução da poesia e sua estética.

    Resenhas (3)Ver mais
    Marina Lima picture
    Marina Lima22/07/2024Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Livro enfadonho de um autor ainda mais enfadonho

    Li para minha iniciação científica e sinceramente, oq faltava pra essa rapaziada do século XVIII era um murro no meio da cara pra ir arrumar um emprego ao invés de escrever um monte de inutilidade

    1 curtida

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    Denis Diderot profile picture

    Denis Diderot

    Denis Diderot (Langres, 5 de Outubro[1] de 1713 — Paris, 31 de Julho de 1784) foi um filósofo e escritor francês. A primeira peça relevante da sua carreira literária é Lettres sur les aveugles a l’usage de ceux qui voient (Cartas sobre os cegos para uso por aqueles que veem), em que sintetiza a evolução do seu pensamento desde o deísmo até ao cepticismo e o materialismo ateu, tal obra culmina em sua prisão. Escreveu ainda Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (Dicionário razoado das ciências, artes e ofícios). Mas a sua obra prima é a edição da Encyclopédie (1750-1772) onde reportou toda o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época. Demorou 21 anos para ser editada, e é composta por 28 volumes. Mesmo que na época o número de pessoas que sabia ler era pouco, ela foi vendida com sucesso. Denis conseguiu uma fortuna. Deu continuidade com empenho e entusiasmo apesar de alguma oposição da Igreja Católica e dos poderes estabelecidos. Escreveu também algumas outras peças teatrais de pouco êxito. Destacou-se particularmente nos romances, nos quais segue as normas dos humoristas ingleses, em especial de Sterne: A Religiosa, O Sobrinho de Rameau, Jacques, o fatalista e seu mestre. Escreveu vários artigos de crítica de arte. Foi um dos primeiros autores que fazem da literatura um ofício, mas sem esquecer jamais que era um filósofo. Preocupava-se sempre com a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino. Admirador entusiasta da vida em todas as suas manifestações, Diderot não reduziu a moral e a estética à fisiologia, mas situou-as num contexto humano total, tanto emocional como racional. Seu pensamento sobre a nobreza e o clero se exprime na seguinte frase: "O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre". Com essa frase, ele quis dizer que todos os governantes e os dogmáticos deveriam ser completamente derrubados, para a humanidade ser livre. Diderot é considerado por muitos um precursor da filosofia anarquista. Alguns estudiosos acreditam que, sob inspiração de sua obra, "A Religiosa", barbáries foram praticadas contra religiosos e freiras na Revolução Francesa de 1789 com o deturpado intuito de "protegê-los" contra os crimes praticados pela Santa Sé, há ainda um suposto dossiê encontrado por Georges May em 1954, que mostra a obra A religiosa como pura ficção e não um retrato da realidade.

    55 Livros
    31 Seguidores
    Haute-Marne, França

    Denis Diderot