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    Sefarad -

    Antonio Muñoz Molina

    Companhia das Letras
    2003
    486 páginas
    16h 12m
    ISBN-10: 8535903577
    Português Brasileiro
    4.5
    5 avaliações
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    Os judeus sefarditas viveram em Sefarad, hoje Espanha, por mil anos, até serem expulsos na primavera de 1492. Durante o século XX, pródigo em totalitarismos, ditaduras e guerras, a palavra Sefarad tornou-se símbolo e metáfora dos exílios, que não foram poucos num período histórico em que milhões de pessoas foram perseguidas e teminaram deslocadas ou desarraigadas. A peregrinação dos judeus conduz esse afresco da exclusão, e seus personagens centrais, de carne e osso, são Franz Kafka e sua amante Milena Jesenska, o filósofo Walter Benjamin e o escritor Primo Levi. A galeria dos retratados, porém, é mais extensa e incorpora os que se exilaram não apenas em terras alheias como também na própria alma, por se sentirem excluídos da sociedade, da saúde, do amor. As fronteiras descritas em Sefarad, portanto, não são apenas étnicas e geográficas. Há também as que, dentro de cada criatura, negam oportunidades, fixam limites, destróem destinos. É o caso da história do sapateiro interiorano que vai tentar a chance na capital e se desintegra no cosmopolitismo; da mulher doente de câncer que espera a morte e não verá os filhos crescidos; do viciado em heroína que se consome nos becos de Madri; do rapaz que se descobre soropositivo. Eróticas, documentais, pungentes e sentimentais, as dezessete vidas e vozes resgatadas por Antonio Muñoz Molina transitam pelas fronteiras movediças da literatura, ora romanceadas, ora testemunhais, ora autobiográficas, mas sempre extraordinárias. Antonio Muñoz Molina, um dos mais premiados romancistas da Espanha, empreende um vigoroso trabalho de memória ao resgatar essas histórias anônimas ou conhecidas de aventuras, frustrações, ódios e amores vividos por aqueles que parecem ter sido expulsos do paraíso da humanidade.

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    Antonio Muñoz Molina

    Antonio Muñoz Molina nasceu em Jaén, em 1956. Estudou jornalismo em Madrid e leccionou História da Arte em Granada. É um dos mais destacados escritores da sua geração, distinguido duas vezes com o Prêmio Nacional de Literatura (Narrativa), em 1988 e 1992. É membro da Real Academia Espanhola desde 1996, tendo sido o mais jovem intelectual a integrar esta instituição. Em 1988, foi agraciado pelo Governo francês com a Ordem das Artes e Letras. Como colunista, as suas prosas surgem regularmente nos jornais El País e Die Welt.

    18 Livros
    4 Seguidores
    Úbeda, Espanha

    Antonio Muñoz Molina