Trata da Frente Agrária Gaúcha como um movimento social criado pela Igreja Católica do Rio Grande do Sul na tentativa de tutelar o movimento camponês. A Igreja, dessa forma, determinou sua linha político-ideológica e seu campo de ação. De acordo com o autor, a FAG manteve sua influência até fins dos anos 1970 e as principais formas de ação junto aos camponeses resumiam-se na ação sindical e na utilização de aparelhos ideológicos, como os institutos de Educação Rural e as Escolas de Educação Familiar. Procura-se demonstrar a linha político-ideológica conservadora assumida pela FAG por meio de seus pensadores e ideólogos , dando destaque a Dom Vicente Scherer, que delineou a linha político-ideológica do movimento, a partir de sua interpretação da Doutrina Social Cristã. Com a análise das informações disponíveis, verifica-se que o movimento (FAG) se preocupou principalmente em combater o comunismo, no que centrou suas ações e demandas reivindicatórias imediatas e legalistas, causando, em consequência, uma relativa limitação no avanço da consciência camponesa e da própria organização sindical rural.
Frente Agrária Gaúcha e Sindicalismo Trabalhadores Rurais -
Paulo Bassani
Editora da Ulbra
2009
166 páginas
5h 32m
ISBN-13: 9788572165037
Português Brasileiro
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