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    Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa - 35 palavras, 35 autores, 4 continentes, 1 só idioma. A Celebração da Diversidade.

    Jorge Reis-Sá, Henrique Rodrigues, Marcelo Moutinho

    Casa da Palavra
    2009
    134 páginas
    4h 28m
    ISBN-13: 9788577341177
    Português Brasileiro
    4
    34 avaliações
    Leram54Lendo4Querem26Relendo2Abandonos0Resenhas2
    Favoritos5Desejados26Avaliaram34

    Uma celebração ao “desacordo” da língua portuguesa. No ano em que mais se discutiu o acordo ortográfico, o brasileiro Marcelo Moutinho e o português Jorge Reis Sá desafiaram 35 autores de língua portuguesa em 4 continentes a escrever sobre suas 35 palavras favoritas. O resultado revela uma amorosa diferença no uso do mesmo idioma. Além dos próprios Moutinho e Reis Sá, fazem parte do livro Antonio José Teixeira, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Fernando Molica, José Luís Peixoto, Faprício Carpinejar, Mariana Ianelli, Tatiana Salem Levy, Heloísa Seixas, Guita Jr, Adriana Lisboa, Rui Lage, Luís Cardoso, Antonio Cícero, Armando Freitas Filho, Amilcar Bettega, Alexei Bueno, Marcelino Freire, Paulo Henriques Britto, Francisco José Viegas, Jorge Fernandes da Silveira, Jorge Rocha, Ondjaki, Antonio Torres, Bruna Lombardi, Ana Paula Tavares, João Melo, Glauco Mattoso, Raimundo Carrero, Desidério Murcho, Manuela Costa Ribeiro, Flávio Izhaki, Paulo Brody e Henrique Rodrigues.

    Resenhas (2)Ver mais
    Nara Barrocal picture
    Nara Barrocal15/12/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    🇧🇷 Uma antologia organizada por Marcelo Moutinho e Jorge Reis-Sá pela editora Casa da Palavra. A convite dos organizadores, 35 autores (dos quais apenas 7 autoras - minha única crítica) de 4 continentes, todos lusófonos foram convidados para escolher uma palavra da língua portuguesa e criar no gênero de preferência, um texto. Não tenho hábito de ler antologias mas, essa experiência me fez reconsiderar. Foi uma delícia ler uma palavra por dia. Me surpreender conhecendo o trabalho de novos autores.. Ler ora uma poesia ora um conto.. Soneto. Ensaio. A língua não morre. Ela é viva e caminha junto com a História do deslocamento do homem no mundo..os processos colonizadores, suas violências e sequelas. E as palavras.. Estão também nas nossas entranhas. Explicamos com elas, nossas origens. Peteleco, [*****], [*****], Sandália, Guerrilha, Saudade. Seriam as palavras pra mim mais brasileiras tipo falar: " - Vamo tomar um cafezinho?" E no entanto, nem todas foram escolhas de autores do Brasil. E isso chama a atenção para esse encontro e reconhecimento com a presença delas em contextos diversos. Se reconhecer no outro por meio da palavra. Meus textos prediletos: [*****] (Fernando Molica) / Deserto (Tatiana Salem) / Espelho (Heloisa Seixas) / Fogo (Guita Jr.) / Neve (Amilcar Bettega) / Poeira (Francisco José Viegas) / Silêncio (Ana Paula Tavares) / Vício (Flávio Izhaki) E o lindo trecho de Você do Henrique Rodrigues que o autor vai falar da passagem do tempo.. Me fez pensar nesse esparrar das palavras e a minuciosa escolha que delas fazemos, diz sobre quem somos. Como decidimos passar por aqui o nosso próprio tempo. "sim, sim, logo você que se prostrou sobre a sua própria lembrança sem a curiosidade típica de uma experiência verídica, autodesdenhando-se com tons de cinza, mas ó, sabemos, eu e você, que na penumbra dos seus gestos, nos bastidores das suas palmas estão situadas as suas ampulhetas em formato de travesseiros onde esconde o seu rosto para depois no seu lamento espiar o mundo pelas frestas acovardadas dos seus dedos."

    4 curtidas

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    Avaliações

    4 / 34
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas3%
    Jorge Reis-Sá profile picture

    Jorge Reis-Sá

    Jorge Reis-Sá nasceu em 1977 em Vila Nova de Famalicão. Cursou Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e estagiou no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto onde estudou genética populacional. É director editorial das chancelas Arcádia, Pi, Ulisseia e Verbo na BABEL. Foi entre 1999 e 2009 editor das Quasi Edições. Editou vários livros de poemas, entre os quais Biologia do Homem [Quasi Edições, 2004], Livro de Estimação [Quasi Edições, 2006], Vou para Casa [Quasi Edições, 2008] e Teoria dos Conjuntos [Casa dos Ceifeiros, 2009] e de narrativa, entre os quais Por Ser Preciso [Cosmorama, 2004], vencedor do Prémio Manuel Maria Barbosa du Bocage desse mesmo ano, Todos os Dias [Publicações Dom Quixote, 2006, com edição no Brasil na Editora Record em 2007], Terra [Sextante Editora, 2007] e O Dom [Editorial Magnólia, 2007, Record, 2009]. Organizou diversas antologias, entre as quais Poemas Portugueses - Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (com Rui Lage) e colabora frequentemente com a imprensa, sendo cronista da LER (O Bem e o Mal) e do site PnetLiteratura (Os Livros que Eu Não Li). Vive em Lisboa com a sua esposa e filho.

    5 Livros
    3 Seguidores
    Braga, Portugal

    Jorge Reis-Sá