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    Venta Não -

    Alexandre Faria

    Funalfa
    2013
    114 páginas
    3h 48m
    ISBN-13: 9788578781095
    Português Brasileiro
    3.4
    7 avaliações
    Leram10Lendo1Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados2Avaliaram7

    Os poemas do livro são ao todo noventa, divididos em duas partes. A primeira compõe-se de 81 poemas; a segunda, de 81 versos e 9 poemas. Há na construção de “venta não” um aspecto multifacetado. As duas partes que o compõem – “tudo muito sempre” e “o pai era um” – determinam a ficção da unidade do múltiplo, neste paradoxo intenso que é a vida vivida em poesia. Eis o equilíbrio imperfeito dos ventos! Pois que, como elementos da imperfeita perfeição, escorrem dois versos que anunciam ou denunciam, mesmo na mais estrita enumeração, que sempre sopram ventos a dizerem sim, quando as rosas falam e anunciam que o que está por vir é o porvir do agora, que a deposição dos cadáveres anunciava. O que diz o poeta Alexandre Faria nos diz da emergência do agora. Da inexatidão da vida. A precisão cirúrgica com que constrói o livro delata ao leitor o jogo de cena do título: venta não vento sim, dupla face em que o dado é retirado e o que é retirado é dado.Uma experiência poética única.

    Resenhas (2)Ver mais
    Léo Vieira picture
    Léo Vieira21/07/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Venta Não

    Os poemas do livro são ao todo noventa, divididos em duas partes. A primeira compõe-se de 81 poemas; a segunda, de 81 versos e 9 poemas. Há na construção de “venta não” um aspecto multifacetado. As duas partes que o compõem – “tudo muito sempre” e “o pai era um” – determinam a ficção da unidade do múltiplo, neste paradoxo intenso que é a vida vivida em poesia. Eis o equilíbrio imperfeito dos ventos! Pois que, como elementos da imperfeita perfeição, escorrem dois versos que anunciam ou denunciam, mesmo na mais estrita enumeração, que sempre sopram ventos a dizerem sim, quando as rosas falam e anunciam que o que está por vir é o porvir do agora, que a deposição dos cadáveres anunciava. O que diz o poeta Alexandre Faria nos diz da emergência do agora. Da inexatidão da vida. A precisão cirúrgica com que constrói o livro delata ao leitor o jogo de cena do título: venta não vento sim, dupla face em que o dado é retirado e o que é retirado é dado. Uma experiência poética única.

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