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    Querido, estás morto (Contos isolados) -

    João Dias Martins

    Edição de Autor
    2013
    10 páginas
    20m
    ISBN-13: 9781301066803
    Português
    2.8
    29 avaliações
    Leram37Lendo1Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados4Avaliaram29

    Esta é a história de Henrique Viegas, um homem pacato, num emprego sem importância, com uma família normal. A sua vida resume-se à sua rotina diária. E não há nada que consiga perturbar isso. É claro que às vezes acontecem imprevistos. Mas Henrique é um homem prevenido, apto a ajustar em função das necessidades, para chegar a casa sempre à mesma hora. Nem que, só mesmo por hipótese, leve com um autocarro em cima e morra. O importante é chegar a horas de jantar, brincar um pouco com os filhos (com cuidado para não perder nenhum membro) e fazer um pouco de companhia à esposa antes de cumprir o seu dever conjugal. Como faz parte da sua rotina.

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    Jhenny Nscm picture
    Jhenny Nscm27/02/2023Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Estranho, essas e a palavra, muito estranho. se tivesse parado na parte onde ele descobre que tá morto, e ele ficasse chocado, aí sim, mas começou a colocar coisa, e ficou meio chato.

    1 curtida

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    Avaliações

    2.8 / 29
    • 5 estrelas7%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas34%
    • 2 estrelas34%
    • 1 estrelas7%
    João Dias Martins profile picture

    João Dias Martins

    Nunca fui uma criança que sonhasse em ser algo quando fosse grande. Por um lado, porque não sabia mesmo o que queria ser; por outro, porque raras vezes tive tempo de ser uma criança. O ambiente familiar disfuncional e a morte prematura dos meus pais obrigaram-me a ser um adulto, quando ainda mal era um adolescente. Este início de vida duro moldou-me e, assim creio, foi o responsável pela minha aproximação ao universo da ficção. Precisava de fugir da realidade e foi nos livros que encontrei o abrigo de que tanto necessitava. Não o pensei de forma consciente, porém estou certo de que pensamentos semelhantes a estes polvilharam o meu cérebro quando decidi cortar com as minhas raízes e partir à aventura para Lisboa. O primeiro contacto foi quase um choque. Não só era uma cidade estranha, era também uma cidade única. E continua ser. Gosto muito do sítio onde nasci, mas sou incapaz de voltar. Demasiadas más memórias. Em Lisboa pude recomeçar. E fi-lo, mergulhando de novo na ficção; desta feita, não somente como leitor, mas como autor. Ao fim de quase um ano de trabalho, consegui escrever o meu primeiro romance: Morte Inesperada, uma história tensa e violenta, com bastante acção. Publiquei-a em edição de autor e tive a sorte de um dos exemplares chegar às mãos de alguém das Edições Espiráleo que propôs republicar o livro sob a sua chancela. A parceria correu bem e um ano depois publiquei o meu segundo romance: Câmara dos Horrores. Nesta obra, decidi manter a componente de suspense presente no livro anterior, mas resolvi também explorar o campo do terror e do fantástico. O público gostou e no ano seguinte publiquei o meu terceiro trabalho: O Derradeiro Mal. Ao contrário do livro anterior, que assentava muito nas (im)possibilidades do fantástico, este foi um trabalho com os pés mais assentes na terra; por ventura, um dos trabalhos mais pessoais que escreve até à data. Um Cappuccino Vermelho, publicado em finais de 2002, é o meu último romance até à data. Por razões de ordem pessoal estive afastado da escrita por muito tempo. Cheguei a pensar que seria um afastamento temporário, mas nesse entretanto passou uma década. Pois bem, é tempo de recuperar o tempo perdido e projectos não faltam. Esperem para ler.

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    João Dias Martins