Gantz me apresentou uma premissa muito boa e com toda certeza repleta de emoções, afinal, não é todo dia que você tem a possibilidade de conquistar o direito de viver depois de ter morrido.
A quantidade de vezes que Gantz brinca com nossa cabeça e com os laços que criamos com os personagens é surreal, você pensa que sabe o que está acontecendo, depois descobre que não, e depois que talvez saiba sim.
Gostei do apego que criei por muitos personagens, assim como achei interessante o claro amadurecimento de alguns, principalmente do protagonista que eu não consegui gostar nem um pouco no começo, mas no último arco já torcia pra que os planos dele dessem certo.
O que me fez começar a ler Gantz foram alguns painéis bonitos que vi pelo pinterest, é inegável pra mim o quanto a arte desse mangá é bonita, amei o design principalmente dos áliens, pra mim foi de longe um ponto muito forte do mangá, mas o que me fez não dar mais estrelas foi, com toda certeza, a sexualização sem sentido em muitas partes do mangá. Eu entendo que isso possa atrair público, mas pra minha leitura pessoal foi muito, muito incômodo, eu só continuei insistindo no começo por curiosidade, mas perdi a conta de quantas vezes parei a leitura por seguidos painéis e páginas focando no corpo das personagens femininas sem necessidade nenhuma.
Outro ponto que pegou pra mim foi o término da obra, muitas coisas ficaram em aberto pra mim, eu gostaria de saber o que aconteceu depois, como a sociedade seguiu, enfim, continuei com muitas pulguinhas atrás da orelha mas, ao todo, Gantz foi uma experiência interessante. Poderia ter melhorado em muitos pontos, explorado outros, mas não foi uma obra que me arrependi de ler. Gantz me entregou boas coisas, é uma leitura bacana e tem seus pontos positivos.