Simbá, o Marujo -

    Stela Barbieri

    Cosac Naify
    2012
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-13: 9788540502246
    Português Brasileiro

    No final do século XVIII, a história de Simbá foi acrescentada ao Livro das mil e uma noites. Desde então, tornou-se uma das mais belas e comoventes narrativas árabes. Em sete noites, Simbá conta aos amigos suas aventuras de navegante e mercador contumaz. Nas sete viagens o perigo ronda e acossa o marujo, que se depara com um ogro gigantesco, seres e animais fabulosos, tempestades e tufões. Mas Simbá, náufrago solitário, sobrevive a todas as adversidades e ainda consegue recuperar e vender suas mercadorias. De volta a Bagdá, seu porto seguro, ele parte sempre para uma nova aventura, em busca do desconhecido.

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    Allana Felix30/05/2022Resenhou um livro
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    Prólogo História de dois homens chamados "Simbá", um era carregador (pobre) e o outro marujo (rico), ambos viviam na região de Bagdá. O marujo conta que é filho de grandes comerciantes, mas que precisou conquistar a fortuna que tem por meio de esforço e conta suas aventuras ao carregador e outros colegas, que se reúnem por sete dias para ouvir suas histórias. Primeira viagem Quando perdeu seus pais, Simbá gastou toda a herança e precisou ir trabalhar. Saiu em sua primeira viagem de navio para vender os objetos mais valiosos que ainda tinha em casa. Aportaram em uma ilha e precisaram sair às pressas, pois era uma baleia. Simbá não conseguiu chegar a tempo ao navio e se salvou por pouco. Quando encontrou terra firme, observou um homem com uma égua. Esse homem era funcionário de um rei e estava ali para que a égua procriasse com um cavalo-marinho. Segunda viagem Simbá compra objetos raros para comercializar. Durante a viagem param em uma praia deserta. Ele cochila e é deixado para trás. Avista o que pensa ser um palácio, mas na verdade era um ovo do pássaro Roca (ave gigante), que chega e paira sobre o ovo. Simbá se amarra na ave com o turbante para sair dali. Vai parar em um vale com diamantes e ao anoitecer, milhares de cobras surgem para se alimentar. Ele percebe que caçadores de diamantes jogam pedaços de carne para que os diamantes grudem e aves de rapina os peguem. Acaba sendo salvo se agarrando em um desses pedaços de carne. Terceira viagem Os navegantes param em um arquipélago onde tem seres bem pequenos de pelo vermelho. Entram em um castelo de ébano, onde encontram um monstro gigante de pelo negro, um só olho, orelhas de elefante e lábios de burro. O gigante escolhe o homem mais gordo e o devora. No dia seguinte, os homens que restaram prepararam jangadas que aguentavam até 3 homens cada para fugir. Antes disso, atacaram o olho do gigante, mas ele voltou com mais três e atacaram pedras enormes enquanto os homens fugiam. Apenas a jangada de Simbá não foi atingida. Remaram até uma ilha e adormeceram. Uma serpente comeu os dois amigos de Simbá, o que fez com que ele fizesse uma proteção em seu corpo. A cobra desistiu dele e o marujo acabou sendo resgatado pela mesma tripulação que o havia esquecido na outra ilha. Quarta viagem O navio foi atingido por um tufão e se partiu. Os homens que se salvaram foram parar em uma praia onde viviam canibais, que foram matando os homens mais gordos primeiro. Simbá não se alimentava e ficou com aparência de doente, então não foi morto. Um dia, conseguiu fugir e após andar 7 dias e 7 noites, chegou em uma praia onde homens colhiam pimenta. Eles o levaram ao reino onde viviam e lá, Simbá passou a viver também. Ensinou à população o que era uma sela de cavalo e começou a ganhar moedas de ouro, comida, roupa etc. Ali casou e descobriu que um dos costumes do lugar é ser enterrado vivo quando o cônjuge morre. Assim aconteceu quando sua esposa faleceu, mas conseguiu escapar e foi salvo por uma embarcação que estava indo para Bassorá, cidade vizinha à Bagdá. Quinta viagem Viajou até outra ilha onde encontraram um ovo do pássaro Roca. Os tripulantes abriram o ovo e assaram o filhote. Quando os pais voltaram, destruíram a embarcação e atacaram os tripulantes. Simbá foi arremessado na água até a ilha vizinha, onde encontrou um velho que pediu ajuda para atravessar um rio. Simbá o colocou nos ombros e virou escravo dele, pois o homem não saía de cima e o sufocava sempre que tentava se libertar. Até que Simbá preparou um vinho com uvas que colheu e embriagou o homem, conseguindo se desvencilhar. O marujo fugiu e encontrou outra tripulação, com quem passou um tempo colhendo cocos, que os macacos arremessavam quando atiravam pedras neles. Após ganhar um bom dinheiro, voltou à Bagdá. Sexta viagem O navio enfrenta ventos fortes e vai parar em uma área cheia de ilhas montanhosas, onde acaba se quebrando ao meio. Em terra, os sobreviventes encontraram um rio, portanto, água doce para beber, mas nada para comer. Aos poucos foram enfraquecendo e morrendo. Simbá fez uma jangada e seguiu o fluxo de um rio, para ver onde daria. Desmaiou e quando acordou se deparou com vários homens o observando. Um deles falava árabe e entendeu o que Simbá contou sobre o naufrágio e suas histórias e o levou para contá-las ao rei. Após algum tempo, ele quis voltar e o rei pediu que ele entregasse alguns presentes valiosos (cálice de rubis, com pérolas até a boca, escrava com joias e roupas preciosas, uma arca com muito ouro e pedras) ao sultão Hahun Arrasid. Sétima viagem Hahun Arrasid recebeu os presentes e pediu a Simbá para ir levar presentes (imagem de leão com homem feito em ébano, sedas luxuosas e nobres equipando para montaria) ao rei de Sarandib. Após entregá-los, enquanto retornava, a tripulação foi atacada por homens equipados com espadas, adagas, flechas e arcos, que tomaram o navio e venderam a tripulação como escravos. O homem que comprou Simbá perguntou se ele sabia atirar de arco e flecha e ordenou que ele caçasse elefantes para que ele pudesse retirar as presas e vender. Um dia, Simbá encontrou um "cemitério" de elefantes e mostrou ao seu "dono", que percebeu que poderia vender aquelas presas e não precisaria mais matar elefantes por alguns anos. Perguntou como Simbá encontrou aquele lugar e ouviu suas histórias. Impressionado, o deixou livre para ir embora. Simbá voltou a Bagdá, contou ao sultão Hahun Arrasid o que tinha vivenciado e pôde descansar em sua casa. Simbá, o carregador, reconheceu que o outro havia vivenciado muitas coisas e que "merecia" uma vida tranquila e repleta de riquezas e se despediu.

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