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    Escravidão, Pobreza e Mendicância -

    Benjamin Franklin, Francesco Maria Gianni, Pompeo Neri

    Segesta
    2006
    191 páginas
    6h 22m
    ISBN-13: 9788589075145
    Português Brasileiro
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    “É assombroso como são tratadas ilogicamente as coisas deste mundo. Normalmente se imagina que o interesse de uns poucos indivíduos dariam lugar ao interesse geral. Mas os indivíduos gerem os seus negócios com tal dedicação, operosidade e competência, muito superiores ao que faz o público com os seus, que o que acontece mais comumente é o interesse geral dar lugar ao particular.” (Benjamin Franklin). Franklin, que tinha na história a sua maior inspiração, diz aqui uma verdade que sintetiza, de maneira magistral, toda uma época. Poucas definições do que foi a época burguesa da história da humanidade são mais completas.“Sempre se soube que na sociedade civil os pobres e os ricos vivem em perene conflito. Os primeiros gostariam de achar quem desse tudo para eles em abundância e os segundos gostariam de não encontrar quem estivesse sempre pedindo, mas nem uns nem outros podem conseguir seu objetivo contrariando a natureza das coisas humanas. Os pobres são um resultado da riqueza e os ricos não poderiam usufruir da riqueza se ao redor deles não existissem pobres de todos os níveis até o mais miserável dos mendigos. Não se pode falar de riqueza e pobreza a não ser por comparação, e é este o tema do meu discurso.” (Francesco Maria Gianni). “Não devemos esquecer que de pedinte a assaltante de rua o caminho é curto. Com efeito, expulsos pela fome de sua pátria, os pedintes irão se espalhando nos territórios mais povoados e mais férteis; afastados de um lugar, irão para outro, povoarão as cadeias e, nessa situação, ou farão acordos com os guardas para serem tolerados ou passarão a viver de furtos, tornando-se ladrões de rua, uma vez que, não podendo viver em seu próprio território, farão qualquer coisa para não passar fome.” (Pompeo Neri)

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