Logo no início da história, conhecemos May Taylor e sua filha de seis anos chamada de Kylie. Elas estavam viajando de avião para ir se encontrar com um médico que ficava em Boston na qual Kylie iria ser usada como objeto de estudos sobre clarividência e distúrbios de personalidades. May fica em uma eterna dúvida se a filha tem poderes de clarividência ou tem esquizofrenia.
No avião, o poder de Kylie se manifesta, o que nunca é visto como algo bom por sua mãe, já que ela teme pela filha em relação aos outros. As ações da garotinha abrem um novo caminho para sua mãe, para ela mesma e para um homem chamado de Martin Cartier.
Martin Cartier é o mais famoso jogador de Hockey de Boston. Ele usa o seu trabalho para extravasar todo e qualquer sentimento que permeia o seu presente e seu passado e sendo um jogo em que a violência é inevitável, não teria problema. Ao conhecer May no avião o seu eixo mudou de direção e algo despertou em seu ser.
À primeira vista é um romance do gênero ficção, na qual a autora traz certos elementos que faz parte da vida dela. O livro mantém um clima sempre romântico e misterioso, porém a história também revela questões pontuais na vida de um casal, como as brigas, as desavenças e as reconciliações após cada briga. O livro tem uma leitura simples e rápida, pois os acontecimentos ocorrem muito rápido, mas que não deixa de trazer aquele sentimento de estar lendo uma história de amor.
Acreditar no amor à primeira vista ao ponto de se render completamente e consolidar uma união estável, na vida real é impossível, pois casais que se casam cedo sem antes ter vivenciado a fase do namoro, de conhecer o outro, de conviver e de perpetuar longas horas de diálogo, a relação logo acaba. A paixão, o amor e o desejo ficam em segundo plano rapidamente e quando chega o momento de se conhecerem, as pessoas as vezes não se sentem prontas para aceitar as manias, os vícios e outras coisas um do outro e por isso acabam se separando.