Dois ingleses decidem acampar no interior da Escócia, onde o idioma falado pelos locais é, unicamente, o gaélico. Isolados pela linguagem, os dois se deparam com ruínas misteriosas durante um passeio exploratório, onde encontram um manuscrito contendo uma história extraordinária.
W. H. Hodgson não é um autor conhecido: foi o mero acaso que me levou a encontrar A Casa no Limiar e mergulhar nessa trama que inspirou autores posteriormente, incluindo o grande nome do horror cósmico, H. P. Lovecraft.
A premissa da história é justamente a mesma das histórias de Lovecraft. Vivendo de maneira reclusa com a irmã, um homem sem nome presencia acontecimentos inexplicáveis na misteriosa casa com fama mal assombrada. Criaturas pavorosas povoam aquele pequeno pedaço de mundo, aparentemente saídas das profundezas de um Abismo.
É após o contato com essas "Coisas Suínas", como descreve o misterioso personagem, que tudo muda. Não bastasse o horror vivenciado pela presença impossível das criaturas asquerosas e violentas, ele ainda é submetido a uma viagem através do tempo até o fim do Sistema Solar.
O uso de noções científicas, muitas das quais hoje estão defasadas, me surpreendeu positivamente. Parece algo ousado para a época em que o texto foi escrito (1908), e acrescenta um tom verídico aos acontecimentos, tornando-os mais próximos da realidade e fazendo o leitor questionar o que se sabe sobre a existência humana e o sobrenatural.