(...) Carpeaux também acrescenta que a “literatura brasileira não é muito rica em poesia humorística. Gregório de Matos e as Cartas Chilenas pertencem à pré-história das letras nacionais. Depois vieram os chamados poetas satíricos mineiros, o Padre Silvério Ribeiro de Carvalho, o padre José Joaquim Correa de Almeida – prometo um doce a quem inspirem o mais leve sorriso (...)
(...) O conceito de poesia sempre foi, no Brasil, romântico, ou então retórico. São raríssimas as exceções, e o humor amargo de Carlos Drumond de Andrade pertence a uma outra categoria mais alta. Mas Juó Bananére é uma categoria per se modesta, mas na qual não tem companheiros” (...)
FONSECA, Cristina. Juó Bananére. O abuso em blague. São Paulo: 34. 2001. Pp 144