Eurico, o Presbítero (Os Grandes Romances Históricos #40) -

    Alexandre Herculano

    Otto Pierre Editores, RJ
    1978
    330 páginas
    11h 0m
    ISBN-1: 0
    Português

    Coleção «Grandes Romances Históricos» de Otto Pierre Editores, v. 40 -- Resgatar o passado brilhante e heróico de nossa terra, revivê-lo, contrastá-lo com o presente amorfo e cinza da contemporaneidade, expô-lo como possível paradigma para a nossa ação hoje - eis aí algumas das metas de Alexandre Herculano (1810 - 1877), um dos maiores autores românticos da Literatura Portuguesa. É evidente a preferência do autor pela Idade Média, época em que, segundo ele, se encontravam as raízes da nacionalidade portuguesa. -- Eurico, o Presbítero (O Monasticon #1) -- Emocionante romance épico de cavalaria em que o personagem de Eurico se vê forçado a escolher entre o amor à sua Pátria e a fé em Deus. Eurico, o Presbítero (1844), conta a triste história do amor entre Hermengarda e Eurico na Hispânia visigótica do início do séc. VIII -- Eurico, um godo, e Teodomiro de Córduba são amigos que lutam a favor do Rei Witiza (Vitiza) dos Visigodos, reprimindo a insurreição dos montanheses bascos e dos francos, seus aliados. Depois deste bem-sucedido combate, Eurico pede ao Duque Fávila, na Cantábria, a mão de sua filha Hermengarda em casamento. No entanto, o orgulhoso Fávila recusa o pedido de união e o pretendente, por considerar demasiadamente humilde o status e a riqueza de Eurico, separando os dois jovens apaixonados. Desiludido, Eurico abandona a corte de Toletum (Toledo), assume os votos e o celibato e torna-se presbítero, passando a viver retirado em Cartéia, pequena cidade próxima de Calpe (Gibraltar) -- onde revela-se poeta e cultiva os sofrimentos de sua alma apaixonada. Até o momento da invasão moura, quando volta a pegar em armas, como o Cavaleiro Negro, para defender à sua terra, lutando ao lado dos povos da Península, agora seus aliados, contra os invasores do Islã. Eurico reencontra Hermengarda e ela reconhece seu salvador -- a chama do antigo amor é acesa novamente, porém, é tarde demais para este amor impossível...

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    Clio picture
    Clio06/01/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um romance de cavalaria português que merecia ser transformado em filme. A tragédia de Eurico é um épico. A luta contra invasores, o amor impossível por Hemengarda, a devoção religiosa. Tudo perfeitamente entrelaçado por Alexandre Herculano que quis deixar a marca lusitana entre tantas outras obras clássicas como El Cid, Ivanhoé e Artur da Távola. A adaptação feita para o português moderno cumpre seu papel - quase não é preciso o refúgio a um dicionário ou enciclopédia. Porém, o leitor mais acostumado ao ritmo dinâmico dos romances históricos atuais pode se sentir enfadado, já que todo o rol de personagens é dado a introspecção. O livro ainda apresenta batalhas sanguinolentas e discussões ferrenhas em que até os insultos são referidos, embora ainda dentro do gênero a que se propõe. Meu volume sofreu um pouco durante a leitura, e a lombada descolou... não sei se foi azar ou um defeito comum dessa edição.

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