O volume 2 de Freesia volume 2 aprofunda ainda mais o clima perturbador e psicológico que define a obra de Jiro Matsumoto.
Nesta continuação, acompanhamos o protagonista Hiroshi Kanō em novas missões como “executor de vingança” — pessoas contratadas para matar criminosos em um Japão alternativo onde a vingança é legalizada. Os capítulos mostram diferentes trabalhos e situações (negociações, viagens e confrontos), revelando tanto a brutalidade do sistema quanto o impacto emocional disso nos personagens .
O grande destaque do volume é o aprofundamento psicológico. Kanō se mostra cada vez mais instável, com comportamentos estranhos e uma percepção distorcida da realidade, o que torna difícil distinguir o que é real e o que é fruto da mente dele. Ao mesmo tempo, outros personagens como Mizoguchi ganham mais espaço, evidenciando visões distorcidas de moralidade e poder dentro desse mundo violento.
A narrativa mantém um ritmo fragmentado e às vezes confuso — de propósito — reforçando a sensação de desconforto. A arte crua e expressiva acompanha bem esse tom, tornando as cenas de ação e tensão ainda mais impactantes.
Em resumo: o volume 2 não é apenas uma continuação, mas uma intensificação do que o mangá propõe: uma crítica sombria à violência institucionalizada, mergulhada em um estudo psicológico denso e inquietante. Não é uma leitura fácil, mas é justamente isso que a torna marcante.