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    Essencial Sociologia -

    André Botelho

    Penguin - Companhia
    2013
    616 páginas
    20h 32m
    ISBN-13: 9788563560780
    Português Brasileiro
    4.5
    16 avaliações
    Leram37Lendo24Querem120Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos3Desejados120Avaliaram16

    A sociologia representa, como poucas áreas do conhecimento, a autoconsciência “científica” da modernidade. Tendo nascido para explicar as radicais transformações que vinham formando o mundo do século XIX, ela se tornou o referencial por excelência para a compreensão da sociedade e de suas mudanças desde então. O êxito da disciplina deve-se à capacidade de destacar, do inesgotável leque de elementos da realidade, dimensões e conceitos de significado crucial, tais como vida, processo e ação social. Coube aos clássicos da sociologia, reunidos nesta coletânea, formular uma gramática da vida em sociedade, que se presta tanto à especialidade acadêmica quanto ao conhecimento geral presente em diversas áreas profissionais, como direito, ciências biomédicas e educação, entre outras. A presente edição mitiga a ideia de uma tríade de pais fundadores em favor de uma maior pluralidade dos clássicos, com a inclusão de Georg Simmel ao lado de Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber. Também foram selecionados textos ainda pouco incorporados aos programas introdutórios da disciplina, além de outros já consagrados, alguns em novas traduções.

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    Maria Carolina picture
    Maria Carolina18/12/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Leitura complementar - Um olhar crítico sobre a estrutura social

    Li Essencial - Sociologia para complementar minha leitura de Sobre a Liberdade / A Sujeição das Mulheres, de John Stuart Mill, que se concentra na liberdade individual, e percebi que a sociologia moderna aborda essas questões de uma forma mais complexa. Mill, como já mencionei, afirma que "a única liberdade que merece tal nome é a que permite à pessoa fazer qualquer coisa que ela queira, desde que não prejudique os outros." Mas no contexto da sociologia, essa visão é expandida. Filósofos como Karl Marx oferecem uma visão diferente, com sua famosa frase: "A história de toda a sociedade até hoje é a história da luta de classes." A obra também menciona Émile Durkheim, que defende que "a sociedade não é apenas uma soma de indivíduos, mas uma força coletiva que se impõe sobre os indivíduos." Essas perspectivas ampliam o entendimento da liberdade individual, sugerindo que as pressões sociais podem moldar e até restringir essa liberdade. O que me chama a atenção, principalmente, é como a sociologia contemporânea tende a se alinhar com a ideia de que as desigualdades sociais, de classe e de gênero, devem ser combatidas, mas sem considerar que esses movimentos muitas vezes desconsideram a complexidade das relações pessoais e familiares, que são tão importantes para a estabilidade social. Como mulher de direita, acredito que há uma falha crítica na sociologia moderna: ela não observa suficientemente os efeitos negativos de um movimento feminista que, muitas vezes, tenta redefinir a identidade feminina sem considerar as escolhas autênticas das mulheres dentro de sua família e da sociedade. A capa do livro, com uma imagem tão profunda que nem titulo a obra tem, remete a uma visão de sociedade mais rasa, que, ao meu ver, não faz jus à complexidade dos temas abordados. Sinto que essa estética acaba ocultando a complexidade emocional e humana que deveria ser abordada ao se discutir esses grandes temas sociais. A classificação indicativa de 14 anos se dá pela simplicidade com que a obra apresenta as ideias, mas é importante que os leitores tenham uma compreensão crítica sobre as desigualdades sociais e suas raízes, além de uma reflexão sobre os limites da liberdade individual dentro das dinâmicas de classe e gênero.

    4 curtidas

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    4.5 / 16
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    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    André Botelho profile picture

    André Botelho

    É professor do Departamento de Sociologia da UFRJ e pesquisador do CNPQ e da FAPERJ. Escreveu, entre outros, Aprendizado do Brasil (Editora da Unicamp, 2002) e O Brasil e os dias: Estado-nação, modernismo e rotina intelectual (Edusc, 2005); e organizou, entre outros, Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país (Companhia das Letras, 2009) e Agenda brasileira (Companhia das Letras, 2011), ambos com Lilia Moritz Schwarcz.

    8 Livros
    2 Seguidores

    André Botelho