A tese analisa o pensamento de cinema no Brasil. Trata-se de pensar o cinema brasileiro por meio dos seus personagens, como maneira de deslocar a questão do referente social dos filmes para a sua composição estética. Criamos o conceito de cine-personagem, como uma variação do personagem conceitual de Gilles Deleuze, para exprimir o composto de sensações específico ao cinema. Para traçar este plano estético discutimos três personagens o Poeta, o Herói e o Idiota – pela força com a qual contestam. Em sua construção a pura representação histórica na invenção de imagens como acontecimentos, em eterno devir. A idéia de crise das utopias, presente nos filmes tratados – Terra em Transe, os Inconfidentes e a Hora da estrela – ressalta o fim dos modelos de representação ao lançar para dentro do filme a fabulação necessária à experiência do moderno cinema brasileiro.

