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    As Margens da Alegria -

    João Guimarães Rosa

    Nova Fronteira
    2011
    18 páginas
    36m
    ISBN-10: b009dlq4z2
    Português Brasileiro
    3.1
    51 avaliações
    Leram114Lendo21Querem111Relendo0Abandonos0Resenhas8
    Favoritos1Desejados111Avaliaram51

    "Esta é a estória." 'As margens da alegria', um dos contos do clássico Primeiras estórias, ganha ilustrações de Nelson Cruz e projeto editorial diferenciado para conquistar outras gerações de leitores e possibilitar novas leituras. Afinal, Primeiras estórias constitui, certamente, o melhor livro para iniciação em Guimarães Rosa. Sem deixar de apresentar os rasgos estilísticos inseparáveis de sua obra, o autor monta uma estrutura que torna toda a pesquisa, com a qual renovou a linguagem literária brasileira, mais assimilável pelo leitor, em sua primeira trajetória pelo conto curto. 'As margens da alegria' desenrola-se numa região não especificada, mas reconhecível, embora o seu cenário seja apenas esboçado. E isso porque, como há um estilo Guimarães Rosa, há também um mundo Guimarães Rosa perfeitamente identificável, no sentido de que sua obra criou um âmbito próprio, um espaço geográfico e temporal que não se demarca por latitudes e longitudes. Em Guimarães Rosa, o cenário, os personagens, o mundo, o sertão e a cidade são míticos, mesmo quando revelam suas facetas.

    Resenhas (8)Ver mais
    Kássia picture
    Kássia14/11/2020Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    não faz meu estilo

    14 de novembro de 2020 "Tudo perdia a eternidade e a certeza; num lufo, num átimo, da gente as mais belas coisas se roubavam." achei a estória chatinha, e o jeito de escrever do Guimarães Rosa realmente não faz meu estilo. antes de começar a ler não tinha visto que era dele e imaginei que seria um livro infantil, realmente não é as ilustrações são belíssimas! e a página 11 foi de longe a minha favorita

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.1 / 51
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas18%
    • 1 estrelas14%
    João Guimarães Rosa profile picture

    João Guimarães Rosa

    Guimarães Rosa foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata. Os contos e romance escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somado a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas. Consonante aos debates sobre a lírica moderna mundial, sua obra também inovou por criar um modo de fazer poesia num texto em prosa. ___ Guimarães Rosa (João G. R.), contista, novelista, romancista e diplomata, nasceu em Cordisburgo, MG, em 27 de junho de 1908, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 19 de novembro de 1967. Foram seus pais Florduardo Pinto Rosa e Francisca Guimarães Rosa. Aos 10 anos passou a residir e estudar em Belo Horizonte Em 1930, formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Tornou-se capitão médico, por concurso, da Força Pública do Estado de Minas Gerais. Sua estreia literária deu-se, em 1929, com a publicação, na revista O Cruzeiro, do conto "O mistério de Highmore Hall", que não faz parte de nenhum de seus livros. Em 36, a coletânea de versos Magma, obra inédita, recebe o Prêmio Academia Brasileira de Letras, com elogios do poeta Guilherme de Almeida. Diplomata por concurso que realizara em 1934, foi cônsul em Hamburgo (1938-42); secretário de embaixada em Bogotá (1942-44); chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura (1946); primeiro-secretário e conselheiro de embaixada em Paris (1948-51); secretário da Delegação do Brasil à Conferência da Paz, em Paris (1948); representante do Brasil na Sessão Extraordinária da Conferência da UNESCO, em Paris (1948); delegado do Brasil à IV Sessão da Conferência Geral da UNESCO, em Paris (1949). Em 1951, voltou ao Brasil, sendo nomeado novamente chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura; depois chefe da Divisão de Orçamento (1953) e promovido a ministro de primeira classe. Em 1962, assumiu a chefia do Serviço de Demarcação de Fronteiras. A publicação do livro de contos Sagarana, em 1946, garantiu-lhe um privilegiado lugar de destaque no panorama da literatura brasileira, pela linguagem inovadora, pela singular estrutura narrativa e a riqueza de simbologia dos seus contos. Com ele, o regionalismo estava novamente em pauta, mas com um novo significado e assumindo a característica de experiência estética universal. Em 1952, Guimarães Rosa fez uma longa excursão a Mato Grosso e escreveu o conto "Com o vaqueiro Mariano", que integra, hoje, o livro póstumo Estas estórias (1969), sob o título "Entremeio: Com o vaqueiro Mariano". A importância capital dessa excursão foi colocar o Autor em contato com os cenários, os personagens e as histórias que ele iria recriar em Grande sertão: Veredas. É o único romance escrito por Guimarães Rosa e um dos mais importantes textos da literatura brasileira. Publicado em 1956, mesmo ano da publicação do ciclo novelesco Corpo de baile, Grande sertão: Veredas já foi traduzido para muitas línguas. Por ser uma narrativa onde a experiência de vida e a experiência de texto se fundem numa obra fascinante, sua leitura e interpretação constituem um constante desafio para os leitores. Nessas duas obras, e nas subsequentes, Guimarães Rosa fez uso do material de origem regional para uma interpretação mítica da realidade, através de símbolos e mitos de validade universal, a experiência humana meditada e recriada mediante uma revolução formal e estilística. Nessa tarefa de experimentação e recriação da linguagem, usou de todos os recursos, desde a invenção de vocábulos, por vários processos, até arcaísmos e palavras populares, invenções semânticas e sintáticas, de tudo resultando uma linguagem que não se acomoda à realidade, mas que se torna um instrumento de captação da mesma, ou de sua recriação, segundo as necessidades do "mundo" do escritor. Além do prêmio da Academia Brasileira de Letras conferido a Magma, Guimarães Rosa recebeu o Prêmio Filipe d'Oliveira pelo livro Sagarana (1946); Grande sertão: Veredas recebeu o Prêmio Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro, o Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1956) e o Prêmio Paula Brito (1957); Primeiras estórias recebeu o Prêmio do PEN Clube do Brasil (1963).

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    Minas Gerais, Brasil

    João Guimarães Rosa