Adeus às armas -

    Ernest Hemingway

    Bertrand Brasil
    2013
    406 páginas
    13h 32m
    ISBN-13: 9788528618327
    Português Brasileiro

    Escrito quando Ernest Hemingway tinha trinta anos e considerado o melhor romance norte-americano de todos os tempos sobre amor nos tempos de guerra, Adeus às armas é um romance semiautobiográfico que captura a dor de amantes que lutam contra a dura e implacável realidade da guerra. Esta edição conta com texto de orelha de Ênio Silveira e tradução de Monteiro Lobato. O melhor romance americano ambientado na Primeira Guerra Mundial, Adeus às armas consolidou a reputação de Ernest Hemingway como um dos mais importantes ficcionistas do século XX. Uma história com vários pontos em comum com a biografia do escritor, que nos apresenta um motorista de ambulância voluntário, ferido no front italiano, a linda enfermeira escocesa por quem ele se apaixona e a aventura dos dois, em busca de algum pequeno santuário que os abrigue e ao seu amor, em meio a um mundo enlouquecido pela guerra. Há aqui uma história de amor com final feliz, ao contrário da vivida pelo autor. Os protagonistas acreditam que podem se isolar em seu amor simplesmente afastando-se da guerra. Em 1918, ferido em combate, Hemingway é internado em um hospital, em Milão, onde conhece a enfermeira Agnes von Kurowsky, por quem se apaixona. Ela, porém, não aceita casar-se com o escritor, deixando-o profundamente desiludido. Narrado em primeira pessoa, Adeus às armas é um verdadeiro triunfo em termos de composição literária, ao mesmo tempo belo e trágico, terno e cruamente realista.

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    Régis Maz14/03/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma história de amor devastadoramente trágica

    Não sei o que pensar, não sei o que sentir, tudo que sei é que Adeus às Armas foi absurdamente devastador. Adeus às Armas foi escrito em 1929 e é considerado o melhor romance norte-americano ambientado na Primeira Guerra Mundial. Uma grandiosa história de amor nos tempos de guerra. O livro possui um tom fortemente autobiográfico, sendo narrado em primeira pessoa pelo tenente norte-americano Frederic Henry, que serviu no exército italiano como condutor de ambulância. Experimentamos através de seus olhos: o convívio com seus colegas de destacamento, o tédio na espera dos acontecimentos e as batalhas com a Áustria. O vemos ser ferido em combate, perder amigos para a morte e se apaixonar perdidamente por Catherine. Catherine Barkley é uma enfermeira inglesa. Uma personagem encantadora e doce que dedica todo seu ser ao seu amor por Henry. Ela é companheira, carinhosa e forte. Adorei ver o amor dos dois florescer e se transformar em um sólido relacionamento cheio de respeito mútuo. O que é um contraste espantoso com a experiência de Hemingway que se apaixona pela enfermeira Agnes von Kurowsky em 1918 após ser ferido em combate e internado em um hospital, em Milão. Ela recusou-se casar com ele, o que o deixou profundamente magoado e desiludido. A premonição contida na declaração de Catherine sobre a chuva, fica voltando à memória constantemente. É como se o destino estivesse impresso em suas palavras: “… eu tenho muito medo da chuva… sempre tive medo da chuva… tenho medo porque às vezes me vejo morta na chuva… e às vezes também vejo você morto na chuva…” Ernest Hemingway já havia me ganhado com sua escrita em O Velho e o Mar, mas aqui... aqui ele me conquistou completamente. Hemingway tem uma forma de escrever concisa, direta, com uma notável clareza de expressão e ainda assim: simples, cativante e muito reflexiva. O desenvolvimento de seus personagens é característico, próprio, intenso; Já os diálogos são corriqueiros e abundantes. Foi maravilhoso conhecer Henry e Catherine e acompanhar essa inesquecível história de amor que tem como pano de fundo uma guerra sangrenta. Eu havia assistido o filme sobre o jovem Ernest Hemingway: No Amor e na Guerra, estrelado por Chris O'Donnell e Sandra Bullock, há alguns anos. Ele fala sobre o período que o autor passou no hospital, em Milão, onde se apaixonou. Entretanto, nada me preparou para esse livro... ele é sublime, e foi uma experiência estupenda fazer essa leitura. Adeus às Armas estará entre meus favoritos e certamente recomendo essa obra-prima.

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