When seventeen-year-old Sia wakes up on a park bench, she has no idea who or where she is. Yet after a week of being homeless, she’s reunited with her family. At school, she’s powerful and popular. At home, she’s wealthy beyond her dreams. But she quickly realizes her perfect life is a lie. Her family is falling apart and her friends are snobby, cruel and plastic. Worse yet, she discovers she was the cruelest one. Mortified by her past, she embarks on a journey of redemption and falls for Kyle, the “geek” she once tormented. Yet all the time she wonders if, when her memories return, she’ll become the bully she was before…and if she’ll lose Kyle.
Sia -
Josh Grayson
Mesmo com bons e maus momentos, Sia cativa
"Sia" é a estreia de Josh Grayson (sim, um homem) no universo do YA. Apesar de ter uma narrativa que alterna bons e maus momentos, o trabalho de Grayson nos apresenta uma protagonista forte e cativante. Na trama, Sia acorda num parque de Los Angeles sem qualquer lembrança de quem é e de como chegou ali. Sem saber para onde ir, ela acaba vivendo nas ruas por um período de uma semana, quando conhece de perto o drama dos que vivem sem teto. Essa parte do livro, aliás, é minha favorita, onde o autor traça os percaussos vividos por Sia, além de narrar a amizade dela com Carol, uma também sem-teto. Sia acaba sendo encontrada e levada para casa, onde descobre que vive numa mansão num dos bairros mais chiques de Los Angeles. Seu pai é dono de uma empresa cinematográfica, enquanto sua mãe é uma belíssima modelo aposentada. Na escola, Sia era capitã das líderes de torcida e namorava o quarterback da equipe de futebol americano. Entretanto, Sia não demora muito tempo para descobrir que sua família não é tão perfeita assim, e que na escola ela era uma verdadeira megera, tendo sido inclusive muito rude com o garoto pelo qual ela está apaixonada. A narrativa de Josh Grayson alterna bons e maus momentos, sendo que esses momentos ruins são, na maioria, causados por falta de coesão entre os fatos. Alguns acontecimentos são previsíveis, enquanto em outros o autor "levanta a bola" para ninguém cortar, o que acaba frustrando um pouco. Há vários fatos que ficam sem uma explicação melhor, sem dizer que achei muito simplista a forma como ele resolveu os problemas dos personagens, em especial os dos pais de Sia. Todavia, e por um motivo que não sei bem explicar, a história é cativante. Sia é uma personagem forte e esforçada, sendo até bem segura de si para alguém que está sem memória. Ela quer mudar; ela quer permanecer aquela garota que acordou sozinha num parque, e não uma megera que todos odeiam. Isso por si só me fez torcer bastante por ela.
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