Bruxas e Borboletas -

    Nancy Aragão

    Missão Orion - Ponteio
    1998
    358 páginas
    11h 56m
    ISBN-10: 8585890169
    Português Brasileiro

    Desenvolvimento em cinco planos simultâneos: o do realismo, o do sobrenatural, o psicológico, o de costumes e o da magia, é desses livros que aprendem o leitor desde o início, pois oferece entretenimento e emoções, suspense e questionamentos, muito amor e reflexão. Bruxas e Borboletas focaliza um universo feminino: o da narradora e heroína a romancista Belinha Cléry situado entre os anos de 1936-1997, no cenário Rio de Janeiro-Minas Gerais. Tem como principal vertente o amor impossível (para a época), lírico e erótico, entre Belinha - carioca, de 18 anos, sonhadora, virgem, normalista, filha de Maria, suburbana, caçula de antiquada e preconceituosa família mineira - e Hugo, gaúcho da fronteira, de 28 anos, esotérico, romântico, trovador, capitão do exército, separado da mulher. Trata-se de romance simultaneamente realista e sobrenatural (vivenciam-se mitos da Amazônia brasileira, certezas esotéricas de Hugo e contatos de Belinha com tio Anatole, mameluco de sangue francês e tupi, já falecido); psicológico (narra-se o incidental entrechoque de Belinha e seu alterego: a Bruxa do Espelho); de costumes (focalizam-se a violência dos preconceitos da época, a ferocidade de antigos coronéis dos sertões mineiros fronteiros com o agreste baiano, as atemporais arestas das relações entre pais e filhos e, en passant, a atual polêmica da legalização do aborto em caso de estupro); e mágico, pois seu desfecho não deixa de ser uma história de fadas para adultos. Aplica-se a este romance o que observou o saudoso e ilustre editor Ênio da Silveira na orelha do primeiro livro de ficção da autora, Fronteiras do Ignoto: “Nancy Aragão é uma autêntica romancista, uma narradora invisível e neutra que não intervém no enredo, que se desenrola segundo a visão, sentimento e interpretação dos personagens, quer pelo aspecto objetivo quer pelo subjetivo.” E Bruxas e Borboletas também “é um romance verdadeiramente romance, como aqueles que, ao longo dos tempos, se lerão com prazer e com proveito (...) pois devolve ao romance aquilo que ele tem de mais fascinante: a narrativa.”

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