Desejamos uma nova relação com a natureza. Não mais o simples domínio, inaugurado pelos tempos modernos, em que o homem creditava para si todos os direitos de “mestre e dono do mundo” (Descartes). Fala-se de “novo contrato” (Michel Serres), de “nova aliança” (Prigogine). Cientistas e filósofos começam, portanto, a se preocupar com isso. Este livro quer marcar a presença da teologia nessa busca comum: “Deus para pensar o cosmo”. Para o autor, o antigo termo “criação”, se for inteiramente revisto, pode reservar grandes surpresas. A ideia de Deus, uma vez liberada dos conceitos de casualidade e de explicação, sugere apenas que a transcendência (qualquer que seja ela) pode, paradoxalmente, ajudar a salvar e a respeitar a imanência. O ser humano necessita de um lugar e de um espaço onde encontre colaboração. A ciência atual vem a seu encontro quando redescobre a natureza como inventiva e criadora, deixando, aos poucos, de lado o tema do desencanto do mundo. Este livro propõe uma teologia reconciliadora com o cosmo porque vê nele um lugar de salvação. Oxalá não cheguemos atrasados para esse encontro no qual, com o futuro do planeta, talvez se decida o nosso futuro. Já seria muito se começássemos a perceber, como o velho Heráclito outrora, que a criação é “jogo e risco de Deus”. (extraído da orelha da primeira capa)
O Cosmo (Deus para Pensar #4) -
Adolphe Gesché
Paulinas
2004
182 páginas
6h 4m
ISBN-10: 8535612637
Português Brasileiro
Edições (1)
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