“Salvação”, “além”, “eternidade”, “destinação”: termos que pareciam varridos pela modernidade, mas que voltam a ser acostados até por pensadores agnósticos e não cristãos. “ filosofia”, diz Adorno, “é a tentativa de considerar todas as coisas assim como se apresentam do ponto de vista da redenção”. Por que esse retorno das palavras de outrora? Talvez porque nelas se esconda uma interrogação fundamental: qual é o sentido e o estatuto de nossa existência? Não podemos abandonar tais palavras sem revisitá-las, sob pena de cairmos em novos dogmatismos. Se o Ocidente pretende continuar sendo o lugar da vida interrogada, então é preciso encarar a hipótese desta obra: as palavras da fé têm também seu lugar na decifração do ser humano e em seu destino. Essas velhas palavras não apenas readquirem sentido como símbolos e metáforas – o que já seria muito -, como também nos mostram os direitos do improvável. Não se trata, de modo algum, de demonstrações empíricas, mas de ver se é possível dar a tais termos (ou às realidades a eles correspondentes) sua própria inteligibilidade – talvez sua própria verdade. Pois, “afinal ó Sócrates, se em muitos pontos nos vemos incapazes de tornar coerente o exato nosso discurso sobre a geração dos deuses e do universo, já ficaríamos muito felizes se pudéssemos fazer uma exposição que não fosse menos verossímil que as demais” (Timeu). (extraído da orelha da primeira capa).
A Destinação (Deus para Pensar #5) -
Adolphe Gesché
Paulinas
2004
197 páginas
6h 34m
ISBN-10: 8535613692
Português Brasileiro
Edições (1)
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