Discutindo a história é uma coleção que tem por objetivo apresentar ao leitor um amplo painel da História Universal. A variedades de tema-desenvovidos por diferentes autores e nem sempre com os mesmos enfoques-possibilita a estudantes e professores uma reflexão critica do processo historico e de suas abordagens.
O Feudalismo (Discutindo a História) -
Paulo Micceli
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A obra em questão trabalha o cenário e as características das localidades, da cultura, da sociedade feudal em si. Dividi-se em cinco capítulos dos quais o primeiro centra-se na breve descrição do cenário em que o feudalismo se verificou, a Europa dos século V ao XV; o segundo destaca a época, comentando superficialmente características culturais e políticas do medievo; o terceiro concentra seu olhar na Igreja católica romana e em sua gigantesca influência e em seu poder então incontestável; o quarto, o capítulo de maior extensão dentro da obra, é focado na sociedade feudal: as classes sociais, suas inter-relações e papéis, e o último, mas não de menor importância, conclui o trabalho do historiador brasileiro com uma irônica fábula na qual as esferas sociais presentes no feudalismo medieval são expostas como animais em uma analogia que exprime eficientemente o rumo que tomaram na história. Em todo seu corpo, o texto é a apresentado com uma linguagem estremamente acessível e simples, de forma que é evidente o objetivo que o autor tem de criar um clima empolgante que desperte o desejo pele leitura (da obra) e aproximação, em especial do público jovem, com o contexto trabalhado e com a história. Contudo, se a simplicidade que exala das páginas produzidas pelo paulista, soa convidativa ao leitor leigo, certamente estas passam despercebidas pelo público acadêmico, que anseia por concepções e conceitos teóricos, visto que são desprovidas de quaisquer referências destes. Talvez seja está, de fato, a principal característica de todos a as volumes da coleção Discutindo a História, da qual O feudalismo é parte. Todo o livro é escrito desta forma envolvente e simples onde as observações são transmitidas sob uma ordem cronológica – dentro das temáticas –, o que dá este sabor de literatura e desfacela o caráter de obra científica que sobrecarrega a maior parte das bibliografias de um curso de História. Tentando uma estratégica fuga de termos complexos (chatos, segundo o autor) e analises mais deses, o próprio título de historiador é freqüêntemente substituído por contador de histórias e, nesta mesma linha, o fechamento da obra se faz com uma fábula, tal qual as que se popularizaram durante esta Idade Média que se trabalha, e chega-se a falar em uma “moral da história”, algo a que leitores de baixa idade estariam acostumados. Desta forma, este livro é seguramente recomendável à alunos do ensino fundamental e médio que se sintam atraídos pelo contexto histórico sem a inteção de construir um arcabouço teórico. Paulo Miceli é paulista e nasceu no dia vinte e quatro de 1950. Cursou História pela Universidade de São Paulo e, alguns anos depois, mestrou-se e doutorou-se pela Universidade de Campinas, onde leciona desde 1985. Miceli tem experiência em história, com várias obras historiográficas publicadas. Demais detalhes pertinentes à vida do historiador podem ser encontradas na entrevista que faz a abertura da obra. Referência Bibliográfica: MICELE, Paulo. O Feudalismo - coleção Discutindo a História. São Paulo: Atual, 1994.
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