No livro há muitas citações bíblicas (com as devidas referências) e citações com o posicionamento de vários estudiosos sobre o tema, mas tem pouca informação em relação ao que o próprio autor “pensa” sobre o assunto. O que é uma pena porque nos capítulos finais, quando o autor foca em expor suas ideias, o conteúdo melhora muito.
Algo que me incomodou é a forma que o autor critica a ignorância dos cristãos em desconhecer a “vontade de Deus” e também sobre o fato de que os cristãos procuram conhecimento em Teólogos contemporâneos ao invés dos clássicos. Achei que as críticas foram feitas com um tom depreciativo e não construtivo.
Resumindo o conteúdo, o autor orienta que devemos conhecer, aceitar e aplicar na nossa vida a vontade de Deus que está revelada nas Escrituras e manter como está a vontade secreta de Deus. Ou seja, não tentar adivinhar a vontade secreta Dele pois, se fosse para nós sabermos, Ele teria nos revelado. Informa também que devemos tomar as nossas decisões cotidianas com sabedoria, através de uma reflexão ponderada sobre cada uma e que, para isso, devemos pedir a Deus sabedoria e não esperar que Ele tome decisões por nós e nos revele-as de alguma forma.
O tema é muito interessante e acredito que se o autor tivesse explanado mais sobre suas próprias ideias ao invés de ficar debatendo o que outros estudiosos/autores escreveram em seus livros, acho que teria sido mais proveitosa a leitura, já que o livro é curto e, portanto, com pouco espaço para ser trabalhado.
Recomendo a leitura por ser um livro curto. Se fosse um livro volumoso, eu não recomendaria.