Vou tentar dar minha opinião sem contar os spoilers, o que vai ser difícil, pq eu gostaria de falar dos personagens com mais intimidade.
A narrativa em 3ª. pessoa nos dá uma noção ampla de tudo o que acontece nas cabeças dos personagens, nos principais e os não tão principais. Todos os personagens foram importantes da trana.
Os elementos mitológicos que a Carol usou para gerar os conflitos principais e secundários foram muito bem construídos enriquecendo a narrativa dos cenários e os combates.
Eu, particularmente, nunca fui muito fã da crendice Árabe ou Egípcia, mas a leitura corrida, fácil e confortável da narrativa, compensou e até me estimulou, não deixando que eu interrompesse a leitura, só para dormir, é claro.
Vamos falar sobre os protagonistas: Faris e Ahlam.
Ahlam: O contexto clichê de uma pobre e indefesa princesa obrigada a casar com alguém que não ama, não deixou a historia com sabor entediante, ao contrario, deu um tempero extra para introduzir a base do drama. A personagem começou irritantemente divin, com as respostas na ponta da língua para todos os momentos e situações, mesmo que um pouco pessimista, achando que iria morrer o tempo todo. Deve ter sido por isso que ela cresceu com o decorrer da historia.
Faris: Os brutos também amam, né gente? Como ele não seria diferente.
Soberbo, arrogante, mulherengo, forte e bonitão... Um cretino completo!
Combinou perfeitamente com nossa linda princesa, que deu uma lição de vida ao nosso Divo preferido.
O que mais gostei, foram as juras de maldição entre os diálogos dele e dela, que só veio a acrescentar com o surgimento de Samir, o gênio mais carismático que eu já conheci e que, de personagem coadjuvante, subirá de posto e terá destaque entre os principais.
Os antagonistas da historia, realmente eram os banidos, apesar de ter me sentido um pouco atraída pelo Marzuq, não me prendi tanto a eles.
O final da historia? Não posso contar, fiquei triste, como em vários momentos durante a leitura, mas realmente no final, fiquei triste e entendo que destinos de personagens fazem parte do contexto e são eles que nos provocam as sensações, boa e ruim durante a leitura.
Os nomes dos lugares e o dos personagens, isso foi um desafio para mim.
Quem me conhece sabe que eu não curto personagem com nome difícil, por que eu não consigo pronunciar na minha mente, isso particularmente me irrita, não pela autora e muito menos pela historia, mas pela minha incompetência de não conseguir a simples tarefa de ler os nomes.
Mas isso é uma “rabujentice” minha, não levem em consideração. Se eu tiver que ler uma historia com nomes difíceis eu vou ler.
TAMBEM não vou esquecer de mencionar que o texto está divinamente bem editado no pdf, o que só fez acrescentar na leitura.
Bj/Dani ~~~ Aguardo a continuação, espero que não demore um ano pra acontecer.