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    Maço de Março -

    Lucas Alvim

    Literacidade
    2013
    56 páginas
    1h 52m
    ISBN-13: 9788564488267
    Português Brasileiro
    5
    5 avaliações
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    um ma(r)ço de lirismo cítrico Abilio Pacheco (*) Das definições de poesia que se pode ouvir numa aula de teoria da literatura, poucas amoldam os versos de Lucas Alvim. O mais comum é ouvir dizer que poesia é música, ‘é som carregado de sentido’, que é rica em imagens, em sugestões visuais, que combinam palavras num corte paradigmático (aqui já me vou sendo técnico demais)... Porém, se seu ouvido rejeitou ‘amoldar os versos’, prepare-se para outros estranhamentos. Se dizemos, nós professores de literatura, que a poesia se organiza nestes processos de estranhamento, você pode ter certeza que nenhum de nós costumamos ter em mente o que faz Lucas Alvim. A organização associativa sintática de sua poesia em momento algum coloca uma classe gramatical no lugar de outra, mas a combinação entre verbo transitivo direto e o substantivo que lhe é objeto constroem uma teia alógico-lógica com a qual olhos e ouvidos de início rejeitam e repelem, mas logo tendem a aceitar. Seu lirismo é cítrico como uma laranja azeda ou como um forte suco de limão. Após a sensação inicial ruim, o paladar logo aceita a fruta. E se o gosto cítrico afogase no esquecimento também dos versos de Lucas pouco vamos conseguir gravar. Sua poesia pode até não ser antideclamativa, mas é antimnemônica. A faculdade da memória se mostra falha num turbilhão envolvente de associações inesperadas mas não inteiramente recusáveis.Lendo os versos que ficaram de fora deste ‘maço de março’ e outros que o poeta vem escrevendo e publicando pelas redes sociais, não resta dúvida de uma coisa: Lucas criou uma linguagem poética que é sua, como poucos fazem tão jovens. Criou uma linguagem que para ser de fato admirada precisa ser aprendida. Se assim não for, o leitor ficará como alguém que apenas olha ideogramas e acha bonitinho; se assim não for, a beleza dos versos de Lucas poderão se esvair do mesmo modo como se escoa a beleza de bonecas de gelo diante de olhares não educados para audácias contemporâneas. ‘Maço de Março’ revela um poeta nenhum pouco obscuro, mas vertiginoso, sua linguagem aqui é casa lírica-cítrica da palavra, de si e do leitor, sua poética é exílio do dia ou no dia, seus versos resultam de um investimento intelectual cujo tamanho não temos noção, posto se apresentar sem esforço, em seus poemas nós, leitores, vamos tateando certos e firmes, e ao fim nos deparamos com o prazer de ter caminhado. Eis uma poética madura, definida e própria. (*) Professor Universitário de Literatura (UFPA-Bragança), Doutorando em Literatura (THL-IEL-UNICAMP). Escritor, editor e revisor de textos. Membro correspondente da Academia de Letras do Sul e Sudeste Paraense Uma amostra do livro pode ser vista aqui: http://issuu.com/lucasalvim/docs/amostra__ma__o_de_mar__o

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    Lucas Alvim Tomaz05/02/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Maço de Março

    O livro se constitui de poemas escritos em Março de 2013. Sem nenhuma razão em especial. São poemas escritos em Março de 2013. Sua linguagem não busca primeiramente sentido algum, são apenas uma conversa com uma lógica quase inconsciente e tão tímida que mal se apresenta, sem fim com ninguém e com tudo mundo. Imagine-se escritos do quarto para a rua ou da rua para o quarto, sozinho e escondido suficientemente para borbulhar qualquer imagem presente na cabeça do autor. Que olha o ar do mundo passando em sua rua, com uma mente tão vazia quanto um vegetal, ao plantar-se na terra que fora trazido, perguntando-se se realmente é uma planta nativa, sugando pela eternidade, sua seiva e água da chuva, além de uma breve inquietação com a cultura de massa que englobou qualquer sentido artístico que recebe em casa, de um lugar de onde não se sabe de onde vem, mas que cantarola alguma coisa recebido por ela (ou por outrem) pelo mesmo meio, como o Rock, em especial Genesis.

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    Lucas Alvim

    Escritor contemporâneo que lançou Maço de Março, pela LiteraCidade em 2013. E conseguiu a colocação em segundo lugar, no prêmio LiteraCidade jovem 2014, com o livro Exergia. Publicou Contorcionismos em 2016, e Cantigas Cotidianas em 2017 ambos pela Penalux.

    4 Livros
    6 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Lucas Alvim