Paulo Prado ficou mais conhecido pela crítica e pela historiografia literária como o mecenas que financiou a Semana de Arte Moderna. No entanto, ele foi a personalidade intelectual que deu ao Modernismo o sentido de movimento. Intelectual orgânico da oligarquia do café, juntou política e cultura e forneceu, segundo Mário de Andrade, chão social às idéias estéticas de 1922. Nesse livro descobre-se um vínculo estreitíssimo e vital entre a geração de 1870 da literatura portuguesa e o Modernismo no Brasil. Paulo Prado é o elo não apenas de duas gerações de intelectuais brasileiros (a de seu tio Eduardo Prado, Joaquim Nabuco, Capistrano de Abreu, Graça Aranha, e a dos Modernistas), mas o motivo da aproximação intelectual da geração de 1922 com as idéias de Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins. Na verdade, a mediação geral foi feita pelos interesses da oligarquia do café. Tal aspecto da história literária brasileira aparece no livro pela primeira vez.
Tietê, Tejo e Sena -
Carlos Eduardo Ornelas Berriel
Papirus
2001
248 páginas
8h 16m
ISBN-10: 8530806018
Português Brasileiro
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