A Imagem é o segundo romance de Joel G. Gomes e trata-se da continuação do livro anterior "Um Cappuccino Vermelho", primeiro livro da série intitulada Intersecção. Fui convidada pelo autor a ler o livro, para depois dar a minha opinião, e agradeço desde já a oportunidade de conhecer um autor português com trabalhos tão maravilhosos.
Narrado em 3ª pessoa, escrito em português de Portugal “A Imagem” traz uma trama de suspense elaborada e instigante. A escrita é clara e marcante, a leitura super tranquila e de fácil entendimento. O autor descreve inicialmente cada personagem individualmente, até o momento que eles se cruzam no decorrer da história.
“A Imagem” é a continuação do livro “Um Cappuccino Vermelho”, do escritor português Joel G. Gomes. Apesar de ser escrito em português de Portugal, a leitura é super tranquila e as palavras que a gente não usa no dia a dia, é facilmente decifrada pelo contexto. No início, eu achei o livro um pouco confuso, porque assim como Game Of Thrones, primeiro ele vai escrevendo a história dos personagens individualmente, até o momento em que eles se cruzam. Apesar dessa confusão inicial (que em grande parte se deve ao fato de eu ter lido o primeiro livro há um tempinho), chega um momento que a curiosidade é maior do que a vontade/necessidade de fazer outras coisas. Confesso que, por causa da minha confusão, eu demorei bem mais do que eu gostaria nessa leitura e cheguei a ler outras coisas em paralelo, mas depois que a história foi se desenrolando, me apaixonei e a leitura fluiu. Quanto a história em si, eu achei bem interessante e cheia de detalhes. Além disso, eu gostei bastante das habilidades dos personagens (que eu tenho medo de dizer quais são, por causa de spoiler) e, principalmente, do final do livro. Parece que teremos uma continuação por aí e eu recomendo a leitura. Queria falar mais sobra história, mas como é uma continuação, fica meio complicado falar sem estragar o primeiro livro, então achei melhor deixar pra lá. rs
Gosto de livros que me façam pensar e que me façam imergir num universo paralelo para viver a história. O Joel – a quem tenho o prazer de conhecer pessoalmente e de me ter disponibilizado a obra ainda em fase de pré-lançamento – conseguiu pôr-me a fazer ambas as coisas. Não é um livro fácil com uma história leve. Tem que ser lido de seguida para que não se perca o fio à meada – tem muitos personagens, muitas mudanças de cena, muitos pormenores – mas isso não é forçosamente negativo porque a forma como a ação vai afunilando até ao culminar, leva-nos com mestria quase cinematográfica a conseguir perceber tudo. Ainda que isso aconteça mesmo, mesmo só no fim. Confesso que por vezes achei que eram demasiadas reviravoltas e que algumas explicações apresentadas seriam desnecessárias, que podia ter terminado a história mais rapidamente. Porém, há que respeitar o ritmo de escrita e de desenvolvimento da história e, se os personagens vão surgindo a um ritmo e o enredo vai sendo deslindado aos poucos, penso que não faria sentido apressar o final. Já conhecia a escrita do Joel, numa vertente mais “leve”. Ele tem uma “voz” muito própria, com um humor subjacente que me agrada, apesar de nem sempre conseguir concordar com os diálogos que usam uma linguagem mais corrente. Foi bom encontrar aqui uma escrita um pouco mais sombria, que me transportou para uma Moita e arredores (que conheço bem) mais sombria e, na minha mente, visualizava um lugar com um ambiente bem diferente do que a vila tem. Ainda assim, o humor mordaz não desaparece por completo, sobretudo na caracterização de alguns ambientes e/ou pessoas mais caricatas que encontramos por este país fora). No geral, gostei bastante e aconselho a quem quer descobrir novos autores nacionais.