“Tess of the D’Urbervilles” trata-se de uma história de amor um tanto triste e trágica de uma pobre, porém jovem e bela camponesa do séc. XIX e seus infortúnios ao descobrir que seu sobrenome pertence a uma linhagem nobre.
Tess Dubeyfield, a filha mais velha da humilde e numerosa da família do Mr. John Dubeyfield e Mrs. Joan Dubeyfield, é enviada por seus pais à procura de seus parentes, com intuito de melhorar financeiramente de vida e na esperança de casar a filha mais velha com algum parente rico.
A desgraça de Tess está materializada no suposto primo – já que na realidade, ele não é primo de Tess, pois só carrega o nobre sobrenome que possui por seu endinheirado pai tê-lo “comprado” – Alec D’Urberville, encantado com a beleza e graça da virginal Tess, a seduz – em outras palavras, violenta a jovem – tirando dela a única coisa que possuía: sua honra. Tess paga por este “pecado” do qual não foi autora e sim vítima por toda sua curta vida.
Entretanto, Alec D’Urberville não é o personagem mais interessante da história, afinal ele é o vilão, dissimulado e mau caráter. Mas, ainda há o herói Angel: um livre pensador, que parece não se importar com as “regras” da sociedade e busca trilhar seu próprio caminho e possuir seu próprio modo de ver o mundo. Parece o homem ideal para resgatar Tess das humilhações passadas e viver feliz para sempre. Mas nem mesmo Angel, que possui uma mente aberta para os padrões de sua época e sociedade, consegue aceitar as condições de Tess, tomando atitudes pelas quais mais tarde irá se arrepender. (Para quem não leu o livro, calma que a história não acaba por aí...).
Thomas Hardy (02 de julho de 1840 – 11 de janeiro de 1928), novelista e poeta inglês conhecido por seu excesso de pessimismo – trata em sua obra “Tess of the D’Urbervilles” de assuntos que ultrapassam a trágica história de amor descrita: a hipocrisia cristã da época, a dominação masculina, a condição da mulher e a injustiça social são assuntos também abordados nas entrelinhas do belo romance.